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“13 reasons why”: especialista analisa o poder das palavras sob a temática da série

Marcos Sousa – É conferencista internacional, trainer e master em Programação Linguística (PNL). É palestrante da Insperiência, onde aborda questões relacionadas a vendas e comportamento.
Resolvi assistir a badalada série ‘13 Reasons Why’, que narra a história do suicídio de uma adolescente chamada Hanna Baker. Antes de morrer, ela deixa gravadas 13 fitas contando as razões por ter se matado – cada fita é um motivo e, cada motivo, uma pessoa.
Confesso que viajei no tempo para meu período escolar quando também sofria bullying e era vítima de muitos colegas que insistiram em me ridicularizar e zombar por ser magro, pobre, usar uniforme desbotado com furos de traça ou por ser o CDF da turma. Mesmo sabendo que a Hanna Baker não lerá esse artigo, resolvi mesmo assim escrevê-lo para tantas Hannas e Marcos que estão espalhados por todo mundo, a fim de que possamos jogar uma luz sobre esse tema tão falado hoje em dia: bullying e suicídio de jovens.
Palavras tem muito poder sobre nós: ouvimos diariamente palavras negativas cobertas pelo véu da zombaria, ridicularização, inveja e chacota. Ouvimos quando crianças, adolescentes e continuaremos sofrendo de bullying, preconceitos, chacotas e piadas ainda adultos ou idosos. O problema não são as palavras que são ditas, mas quanto delas ouvimos, armazenamos, repetimos e qual significado damos a cada uma delas.
Cada palavra que você fala é uma semente que gera uma imagem mental e muitas delas provocam uma emoção. Algo como uma tecla de piano que quando apertada gera um som diferente. Ou como uma semente que é plantada no solo fértil de sua mente. Alguém falou algo negativo de você uma vez, dez vezes… talvez mil vezes.
O problema é quando você acredita que todo esse lixo mental que falam é real e toma por verdade. Nossa mente é uma máquina do tempo. Uma máquina capaz de nos lançar para um passado sofredor ou problemático, ou nos projetar para um futuro feliz ou desejado. Se você fechar os olhos, poderá até visualizar dois botões em sua frente. O primeiro botão, vermelho, aciona recordações tristes. O segundo, verde, aciona um futuro feliz.
Mas talvez você esteja viajando para aquele dia que alguém te zombou, ridicularizou ou cometeu alguma agressão verbal ou física. Viajar no tempo e reviver um momento de bullying é como abrir uma ferida todos os dias logo após o médico ter saturado. Nunca vai sarar ou cicatrizar. É você agora que está cometendo bullying contra si mesmo.
Diferente da Hanna que tirou sua vida de uma só vez, você pode estar matando a si mesmo lentamente, dia após dia.E você se mata quando acredita que não tem saídas e opções. Mas seguem 5 whys diferentes:

1- Quem sou? – Verbo ser tem a ver com sua identidade. Procure falar algo positivo depois do “eu sou…”. Afinal, você será aquilo que acredita!

2- Que escuto? – Posso até ouvir, mas só escutarei aquilo que me faz bem vindo de uma pessoa do bem que deseja meu bem. Se não é útil para mim, então nem perco tempo.

3- Qual significado? – O problema não são as palavras, mas o significado que dou a cada uma delas em minha mente. O significado ou efeito da palavra na minha cabeça é positivo. Mudei a corda lá dentro do piano. Ainda que apertem a mesma tecla todos os dias, eu vou ouvir um som gostoso na minha mente.

4- Que decido? – Somente eu decido quais palavras serão regadas ou repetidas em minha mente. Decido a qualquer hora tirar uma palavra negativa como quem arranca uma erva daninha de um belo jardim. Basta não repeti-la mais.

5- Vermelho ou Verde? – Todos os dias decido viajar para aonde bem quero estar e que momentos quero curtir. Muitas vezes ouvi e vivi coisas negativas, mas sempre construí na minha mente aonde queria estar. E hoje estou exatamente aonde queria estar anos atrás.

Esteja aonde estiver, ouça o que ouvir, aconteça o que acontecer, saiba que sempre terás a opção de ser quem deseja ser, escutar o que vale a pena, decidir o que alimenta em sua mente, e principalmente, viajar para onde deseja viajar.

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