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Antônio Fagundes – Sucesso na TV em “Amor à Vida”, o ator estreia em São Paulo a peça “Tribos”, nova parceria ao lado do filho Bruno Fagundes

Por Michele Marreira Fotos: TV Globo/divulgação

Desde que estreou na TV Tupi, em 1969, Antônio Fagundes não para de nos presentear com seu talento, seja no papel de protagonista, coadjuvante, vilão, galã sedutor, caminhoneiro ou pai de família. Nascido no Rio de Janeiro e criado em São Paulo, a paixão pelo teatro se deu em montagens de espetáculos, que fazia num tradicional colégio onde estudava na ‘terra da garoa’. Com quase cinquenta anos de Televisão, ele já fez de tudo, teve o privilégio de viver os mais variados personagens na ficção. Quem não se lembra do divertido e atrapalhado professor Caio, de “Rainha da Sucata”? Foi um dos poucos trabalhos no gênero cômico que fez na telinha,maso ator confessa que gostaria de ter feito mais: “Adoro comédia, e na televisão me deram poucas oportunidades para fazer.Eu peço para os autores que escrevem no gênero para me escalarem, mas acho que eles não gostam (risos)”, comenta. Difícil era não sentir raiva das vilanias do cruel Felipe Barreto, em “Vale Tudo”. E quem não embarcou nas viagens do simpático caminhoneiro Pedro, de “Carga Pesada”, de 1979 a 1981? A série era tão boa, que teve até uma nova exibição de 2003 a 2007. Outros papéis que marcaram sua trajetória foram: José Inocêncio de “Renascer”, Otávio Jordão de “A Viagem”, BrunoMezenga de “O Rei do Gado”… Definitivamente, fica complicado listar tantos trabalhos. Em “Gabriela”, viveu o temido coronel Ramiro Bastos, que se apaixonava perdidamente por uma ex-prostituta, interpretada pela cantora Ivete Sangalo. Atualmente,em “Amor à Vida”, Fagundes vive um pai que entra em conflito com o filho Félix, por sua homossexualidade,demonstrando maior afinidade com a filha Paloma. Paralelamente à novela, nosso eterno galã está em cartaz com a peça “Tribos” – o texto é uma tradução de Rachel Ripani e têm direção de Ulysses Cruz. O elenco é composto ainda pelos atores Arieta Correia, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon, Maíra Dvorek e seu filho Bruno Fagundes. Confira a seguir um pouco mais dessa conversa que o ator teve com a reportagem da equipe Q! Revista.

Q!Revista: Como você classifica a relação de César com os filhos Félix e Paloma?

ANTÔNIO FAGUNDES:Já é a segunda novela que eu faço e não tenho sorte com os filhos (risos). Se ele não morrer antes, talvez dê uma melhorada nessa relação.

Foi oWalcyr Carrasco quem te convidou para integrar o elenco, considerando que seu último trabalho havia sido com ele, em Gabriela?

Acho que foi o colegiado. Já tinha trabalhado com Walcyr, Maurinho Mendonça e o Wolf; deu uma boa união de intenções. Fiquei muito feliz. Gabriela foi um trabalho gostoso que fizemos, o texto está maduro. É correr para o abraço!

 

Parte do elenco gravou no Peru. Você já conhecia o país?

Por uma coincidência, tinha feito uma viagem há dois meses para lá, e quando vi, estava novamente, dessa vez gravando. Não sabia que gravaria lá, gastei dinheiro à toa na primeira viagem (risos).

O que achou do lugar?

Muito bonito! Os primeiros capítulossão lindos. Foram todos gravados em Cusco, em Machu Picchu, uma beleza.

Foi noticiado que você passou mal na viagem, o que aconteceu?

Fiquei com falta de ar, mas é normal. O lugar tem três mil e quinhentos metros de altitude, em média, leva-se de uma semana a dez dias para se acostumar.

Você está vivendo mais um par romântico com a Susana Vieira. Como está sendo contracenar com ela novamente como um casal?

Está sendo uma maravilha! Quando gravo com ela dou muita risada. Comentei com o Mateus Solano que nessa novela estamos nos divertindo. A equipe é maravilhosa.

As novelas “Rainha da Sucata”, “Renascer” e a série “Carga Pesada”, estão sendo reprisadas pelo canal Viva. Você costuma se assistir?

Só dá Fagundes! As pessoas não enjoam, não (risos)? Não dá tempo de ver… Mas de vez em quando, dou uma ‘zapiada’. Até gostaria de acompanhar, porque são novelas muito boas. Depois que passa um tempinho, não é mais a gente. É uma cara que envelheceu, engordou…

O professor CaioSzimanski era um personagem bem engraçado.Você sente vontade de voltar a fazer comédia na Tevê?

Muita! Adoro comédia e na televisão me deram poucas oportunidades para fazer. Em cinema e teatro fiz muito. Eu peço para os autores que escrevem no gênero para me escalarem, mas acho que eles não gostam (risos).

São muitos personagens que você viveu nos palcos, no cinema e na telinha. Dá para enumerar alguns que te marcaram?

Nossa! Eu fiz mais de cinquenta filmes e peças de teatro, estou em torno de quarenta novelas e seriados, escrevi, dirigi, produzi… É muita coisa! Fica difícil escolher algum, gosto de lembrar do processo.

Com uma carreira vasta de personagens distintos, você sente muita vontade de interpretar algum perfil específico?

A gente sempre tem uns mil e oitocentos perfis e dois mil e novecentos personagens (risos). Vamos tentar atingir essa meta até o último dia! A gente sempre quer fazer algo mais. Isso é bonito, significa que estamos vivos.

Na hora de compor as características de uma nova persona, você recorre a laboratório, como muitos atores fazem,ou vai direto às informações do texto?

Laboratório é coisa para químico, nós somos atores! Ao longo da carreira e da vida, temos como formação profissional: a observação. Isso faz com que estejamos prontos para fazer outro personagem. Você sempre viu, com muita atenção, um médico, advogado, engenheiro ou um arquiteto. Eu trago essas experiências de vida para os meus trabalhos, não preciso de laboratórios.

Fagundes, você continua decorando seus textos na hora?

Graças a Deus! Para inveja dos meus colegas (cai na gargalhada).

Você utiliza alguma técnica específica?

É dom! Se eu pudesse, passava pra todo mundo… Mas é algo que é meu. Dom cada um descobre o seu.

Qual é a história central de sua nova peça, Tribos?

Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antônio Fagundes) e pela mãe Beth (Eliete Cigaarini), pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek). Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(Box) Serviço:

Tribos

Autor: Nina Raine

Tradutor: Rachel Ripani

Diretor: Ulysses Cruz

Elenco: Bruno Fagundes, Arieta Correia, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon, Maíra DvorekeAntônio Fagundes

Local: TUCA (Teatro da PUC)

Endereço: Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo

Horários: sexta 21h30 / sábado 21h30 / domingo 18h

Fone: (11) 3670-8455

Estacionamento: R$ 12 (Rua Monte Alegre, 835)

Ingressos: sexta R$ 50 / sábado R$ 60 / domingo R$ 50

Classificação etária: 14 anos

Pontos de venda: bilheteria do Tuca (terça a domingo 14h às 19h / domingo 14h às 18h) ouwww.ingressorapido.com.br

Mais informações: http://www.tribos2013.com/ e  www.teatrotuca.com.br

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