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Campanha de Apoio a Diversidade Racial e empoderamento da mulher negra

Via: DMC21 COMUNICAÇÃO E MARKETING

Famosas, modelos e mulheres comuns lutando por uma só causa: a força da negritude feminina

Hoje, dia 6 de setembro, quarta-feira, de 20 às 22h, será lançada no Lapa 40º a campanha ‘CADA TOM COM SUA BELEZA’ que conta com a participação de atrizes como Isabel Fillardis, Zezé Motta, Elisa Lucinda, Juliana Alves, Érika Januza, Watusi, Lucy Ramos entre outras que cederam suas imagens em apoio ao empoderamento da mulher negra.
Promovida pelo Projeto AISHA, instituição sem fins lucrativos que visa a inclusão social e apoio profissional às mulheres e adolescentes, e em Yorubá significa Vida, a campanha busca enaltecer a formosura, o encanto e a força da negritude feminina.
Quem assina o trabalho é Thiago de Souza, Presidente do AISHA e um dos únicos cirurgiões plásticos negros do Rio de Janeiro. “Eu sou um homem que lido diariamente com o conceito do belo e se tratando da beleza negra, sabemos o quanto é diversificada. Temos tantos tons de pele e precisamos ter orgulho desta melanina. São mulheres lindas. que precisam sentir-se fortes e empoderadas” explica Souza alegando também que a campanha quer analisar a auto percepção de mulheres que fazem da própria negritude um ato político. “Mais do que documentar a realidade de personagens negras como vítimas de opressão, eu acho importante retratá-las como heroínas, belas e exuberantes, sem esquecermos aquelas cujas vidas têm sido uma luta antirracista”,completa.
A atriz e cantora Watusi, que durante anos é ativa na luta pela diversidade racial, alega que uma campanha deste tipo é uma motivação, um reconhecimento da beleza negra. “Entra ano e sai ano e a gente está sempre discutindo as mesmas coisas: o direito da mulher, da mulher negra principalmente. Temos que nos organizar e exigir nossos direitos. Igualdade de direito é só no papel, pois quando tentamos colocar isso em prática vemos a diferença. Por incrível que pareça, as duas vezes que sofri preconceito foram aqui no Brasil”, comenta a musa do Moulin Rouge.
Grávida de 5 meses, a atriz Juliana Alves afirma que participar desta campanha é saber que o sentido de beleza que se refere à busca por uma perfeição não existe. “A beleza que a gente quer ver é aquela mulher que tem verdade, que tem história e que vai muito além da estética. E é essa beleza que muitas pessoas estão se dedicando a mostrar, em trabalhos que visam o empoderamento e o resgate da autoestima feminina”.
A atriz Isabel Fillardis conhecida por abraçar diversas causas sociais sempre foi ativista na luta pela diversidade racial. “Nessa questão da beleza europeia ser tida como o padrão a ser seguido, há uma distorção de olhar incrível. É um problema muito profundo, mas que hoje, graças a Deus, estamos discutindo o assunto. Enquanto o Brasil se negou a admitir ser racista, não poderíamos lutar. Hoje o Brasil sabe que é racista. E é importante que seja discutido”, fala Isabel destacando que essa autoestima deve ser cultuada desde a infância.
“Muitas crianças traçam um caminho árduo até chegar ao empoderamento, sofrendo desde a infância diversos tipos de assédios e inferiorizações. Uma boa maneira de evitar esse processo é através do empoderamento infantil, mostrando para as meninas que elas não precisam se adequar a nenhum padrão de beleza, sendo feliz com seu corpo e com quem são” diz Thiago Souza, acrescentando que campanhas como estas ajudam a fazer com que outras mulheres passem a valorizar sua beleza, aceitando e se orgulhando do tom da pele.
“O padrão estético propagado na moda, na publicidade e na televisão, evoluiu muito na última década, mas ainda sofre um evidente processo de branqueamento. Alisar os cabelos é um reflexo da ideologia pigmentocrata que perdura no país há séculos. Dar destaque à beleza negra ensina a jovens que traços étnicos não europeus, assim como os cabelos crespos, são também bonitos especiais”, finaliza.
A produtora da Agência Merci, parceira da campanha, Tânia Barros, afirma que causas como essa são fundamentais para que tenhamos uma sociedade melhor. “Acreditamos que toda causa social deva ser abraçada para que possamos, num futuro bem próximo, sermos todos vistos como seres que querem crescer juntos, encarar os mesmos desafios e lutar para que um dia, não muito distante, sejamos reconhecidos pelo que somos e não pela cor, cabelo ou sexo que temos”, diz.

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