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Como comprar carro com mais 10 anos sem risco de ir direto para a oficina

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Quem procura um carro com mais de 10 anos sabe que provavelmente encontrará pequenos problemas, como riscos na pintura, um pneu desgastado ou um amortecedor cansado. Mas há sempre o risco de levar para casa um veículo defeitos graves que, se não identificados no momento da compra, podem deixar o novo dono numa situação financeira difícil.

Escolher um carro em boas condições gera desconforto, é normal. A falta de conhecimento técnico deixa as pessoas inseguras. Para ajudar na tarefa, veja abaixo 7 problemas que podem sair mais caros, além de dicas para identificá-los antes de fechar negócio.

Se mesmo depois disso você não se sentir confiante, contrate um especialista – pode ser seu mecânico ou uma empresa especializada em vistorias. O valor cobrado é muito pequeno em comparação ao transtorno que uma compra mal feita pode gerar.

1) MOTOR CANSADO
É aquele motor que está com grandes folgas internas, precisando de retífica (acabamento final das peças), que pode sair por mais de R$ 4 mil.

Além da perda de potência, o motor fica barulhento como uma máquina de costura. Quando o desgaste interno é pequeno, o ruído do motor é perceptível apenas por especialistas.

Outro indicador que o carro está com motor cansado é a cor dos gases que saem pelo escapamento – cinza azulado, e não branco ou preto. Isso sinaliza que o veículo está queimando óleo de motor. A umidade da ponteira do escape é outro indício. Fuja destes veículos.

2) CARRO DE ENCHENTE
Há muitos casos de veículos que ficam submersos em enchentes e que, depois, são recuperados e voltam ao mercado por meio de leilões.

Os maiores problemas deles está na frequência com que os problemas ocorrem. Uma hora podem parar de funcionar os diversos circuitos elétricos, em outra, é uma porta que não trava, uma máquina de vidro que emperra… E por aí vai.

Cheiro de casa de praia, manual do proprietário enrugado e as ferramentas do estepe enferrujadas são indícios de que o carro pode ter sido recuperado. Na dúvida, faça uma cotação com seu corretor de seguros antes da compra. As companhias normalmente recusam o seguro de veículos já sinistrados.

3) BATIDA DE GRANDES PROPORÇÕES
É obrigatório erguer o carro na hora da avaliação. Longarina (aquela peça que estrutura o carro) soldada é um indicador de que o veículo sofreu um grande sinistro.

Caso identifique a solda, verifique os para-lamas dianteiros e veja se o capuz do motor foi repintado (a superfície fica semelhante à de uma casca de laranja, com aspecto granulado).

Existem reparos bem feitos, mas é preciso tomar cuidado: a geometria da suspensão pode estar comprometida, causando instabilidade e desgaste prematuro dos pneus. Imagine comprar o carro e logo ter que trocar os quatro pneus… A conta não sai barata.

4) CÂMBIO AUTOMÁTICO COM DEFEITO
Fazer o teste drive é outro ponto imprescindível. Feche os vidros para ouvir barulhos e, principalmente, verifique se o câmbio automático faz as trocas de marchas nas rotações adequadas. Ande em baixas velocidades (40 km/h). Trancos na mudança de marcha aliados a altas rotações (acima de 4.000 rpm) devem ser investigadas por um especialista. Na maioria dos veículos existe uma luz de anomalia no painel quando o câmbio está com algum problema.

5) INJEÇÃO COM DEFEITO
Devido ao alto custo, algumas pessoas optam por vender o carro quando diagnosticam um problema com módulo da injeção eletrônica e não contam ao comprador. Carros com esse problema ficam com a luz da injeção acesa.

Se perceber o problema e, ainda assim, quiser levar o carro, peça para o vendedor fazer o reparo necessário. Depois do conserto, ande pelo menos 30 minutos com o carro para ter a certeza de que a lâmpada não voltará a acender. Os aparelhos de diagnóstico (scanners) conseguem apagar a luz momentaneamente. Porém, se o defeito não foi reparado, ela voltará a acender.

6) MÓDULO DO ABS INOPERANTE
Este é outro item de manutenção cara. A luz acesa no painel é um indicador, mas, ao dirigir o carro, você poderá realizar o teste de funcionamento.

Primeiro, vá a um lugar tranquilo, certifique-se de que não haja ninguém atrás do seu carro e avise todos os ocupantes que você pisará no freio bruscamente. Ande a 40km/h e pise firme no freio. Você deverá sentir uma forte trepidação no pedal. Caso isto não ocorra, é sinal de que o ABS não está funcionado. Pode ser apenas um sensor da roda, mas também pode ser um problema no módulo do ABS.

7) LUZ DO AIRBAG ACESA
Assim como no módulo do ABS, o reparo do airbag também exige uma oficina especializada e, na maioria das vezes, o reparo não é barato. Como são itens de segurança, não vale a pena tirar o carro da loja com esse problema.

Via G1, por Denis Marum

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