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Dinheiro é um dos principais causadores de problemas entre casais, alerta psicóloga

Via: DMC21 COMUNICAÇÃO E MARKETING

Nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa da Universidade de Kansas, o dinheiro já é a principal causa de divórcios.

Nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa da Universidade de Kansas, o dinheiro já é a principal causa de divórcios. No Brasil, não há estatísticas sobre as causas das cerca das mais de 300 mil separações anuais, mas evidências indicam que boa parte das brigas de casais tem origem em desentendimentos financeiros, principalmente nos dias atuais com a crise que assola o país.
Um grande erro, segundo especialistas, é iniciar o casamento pensando que o padrão de vida financeiro não vai mudar. A psicóloga Edyclaudia Gomes de Sousa, Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia e Pós graduanda em Doenças mentais e atenção psicossocial, sugere que questões anteriores ao casamento, como padrões de família, que ela chama de “modelos familiares”, influenciam o significado do dinheiro.
Outro erro é a falta de comunicação, porque discutir amor e dinheiro ainda é tabu. Outro, ainda, é a “traição financeira”. Esconder do companheiro ou da companheira quanto ganha e quanto gasta é mais um “pecado” que pode arruinar casamentos.
Harmonia tem passado longe dos casamentos brasileiros. Em 2016, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram concedidos 341,6 mil divórcios. Segundo uma pesquisa feita no ano passado pela Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, com 4,5 mil casais, desavença ocasionada pelas finanças é a principal causa dos divórcios. Os parceiros que discutem sobre assuntos financeiros, apontou o estudo, estão mais propensos a se separarem do que aqueles que entram em atrito por questões envolvendo a educação das crianças, sexo e sogros.
Ainda há dificuldade em compartilhar problemas financeiros com o parceiro, o que pode desencadear crises na união desde o início, afirma Edyclaudia Gomes de Sousa. “Não é incomum você encontrar casais que revelam crises que tinham raízes já no namoro”, afirma a psicóloga, acrescentando que “os casamentos, hoje, estão diferentes. Existe um misto de desconfiança e medo quando as pessoas se casam. ”
Edyclaudia Gomes de Sousa lista os principais “pecados” financeiros cometidos pelos casais e dá dicas de como se livrar dessas armadilhas.

1. Pressão dos modelos familiares
Antes mesmo de dizer o famoso “sim” no altar da igreja ou no cartório há questões que, se não discutidas, podem atormentar os casais. Segundo os especialistas, um grande erro é iniciar o casamento pensando que o padrão de vida financeiro não vai mudar. “As pessoas se casam com a expectativa de manter o ‘status quo'”, afirma a psicóloga.
Ainda de acordo com Edyclaudia, questões anteriores ao casamento, como padrões de família, que ela chama de “modelos familiares”, influenciam o significado do dinheiro. “A primeira e mais arraigada das raízes é a família. Outras influências vêm da cultura, da religião e da comunidade onde a pessoa viveu boa parte da vida”, explica a psicóloga.
Além de causar frustração, esse tipo de comportamento pode levar a dificuldades financeiras no início do matrimônio. “Não tem nada pior do que começar a vida a dois com dívidas. Muitas famílias vivem com débitos como algo estrutural”, exemplifica a psicóloga. Ou seja, trazem da vida de solteiro esse hábito, que aos poucos acaba sendo incorporado ao ambiente familiar.

2. Falta de comunicação
Grande parte dos problemas financeiros entre os casais está relacionada à ausência de diálogo. “Discutir amor e dinheiro ainda é um tabu”, diz Edyclaudia. Segundo a psicóloga, esse comportamento é histórico. “Falar sobre dinheiro não era algo romântico”, explica.
Segundo ela, existem estudos que evidenciam que os casais não têm o hábito de conversar sobre a tomada de decisões financeiras. Em um dos estudos, conta, é mostrado o exemplo de duas pessoas recém-casadas que brigaram pelo tipo de arroz que iam comprar no supermercado. “Quando chegaram em casa, descobriram que ambos não gostavam de arroz”, diz. Nesse caso, a comunicação seria uma forte aliada para evitar problema.
Mas somente incluir o diálogo não adianta, destaca a especialista. “Quanta mais clara for a comunicação, melhor. Não precisa concordar, mas é importante respeitar o outro”, afirma

3. Traição financeira
Esconder do companheiro ou da companheira quanto ganha e quanto gasta é mais um “pecado” que pode arruinar casamentos. Esse comportamento é apontado pelos especialistas como uma espécie de traição ou infidelidade financeira. “A incerteza da manutenção do casamento é um dos fatores que levam as pessoas a agirem dessa maneira”, afirma Edyclaudia. O tradicional “até que a morte os separe” foi deixado para trás para dar lugar a um pensamento mais individual. E isso se traduz para as contas, alerta a psicóloga.

4. Desconfiança
Relacionada com a traição financeira, a falta de confiança é outro sintoma que pode atrapalhar a saúde dos casamentos. Embora a confiança deva ser colocada em primeiro plano, a especialista faz questão de ressaltar a importância de se preservar e não colocar todas as responsabilidades nas mãos da outra pessoa. “É preciso ter em mente que o outro não é para sempre”, diz.

5. Comodismo
Depois de alguns anos de convivência a relação amorosa do casal pode esfriar. O comodismo é cada vez mais comum nos casamentos, levando um cônjuge deixar tudo nas mãos do outro. Precisa haver parceria, nesse sentido. Os dois devem opinar em todos os aspectos que envolvam o casal.

6. Consumo excessivo
A ausência de diálogo pode trazer outro comportamento penoso às relações: o consumo excessivo. A chegada de um filho é um momento de acertar os ponteiros nas finanças. “As divergências em relação à percepção sobre dinheiro ficam mais acentuadas. Um quer o controle, outro é mais liberal”, diz.
Algumas pessoas apresentam o quadro de consumo compulsivo, doença denominada “oniomania”, onde os doentes compram itens, como roupas, repetidos ou que não usarão e mantêm as aquisições em segredo.

7. Jogo de poder
Na prática, gastar muito, por exemplo, pode ser uma forma de manipulação. Não necessariamente determinada atitude é proposital, mas aos poucos reforça certo ar de superioridade em relação ao companheiro ou à companheira. “Muitos utilizam o dinheiro para manipular o outro, como uma forma de ‘fazer guerra’, explica Edyclaudia Gomes de Sousa, que chama esse comportamento de “abuso financeiro”.

Por isso, é necessário cuidado redobrado para não pecar na hora de colocar as finanças na mesa. “O amor não tem nada a ver com questões matemáticas. No dia a dia, as contas são cruéis”, finaliza a psicóloga.

SERVIÇOS:
Consultório de Psicologia Edyclaudia Gomes de Sousa | Telefone: (21) 98200-8545

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