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Igualdade de gênero

Atualmente, apesar das mudanças acontecidas nos últimos tempos, ainda é comum que os pais eduquem filhos e filhas de maneira diferente, o que acaba trazendo consequências negativas para toda a sociedade como os frequentes casos de violência contra as mulheres.

Essa situação é percebida desde a descoberta do sexo dos bebês onde começam as frases sexistas: “menina dá mais trabalho”, “menino é mais agitado”, “bem-vinda ao mundo rosa ou azul”, “filha é mais apegada ao pai e filho a mãe”, dentre outras.

Além disso, existem diversas pesquisas que apontam que a criação igualitária não interfere na orientação sexual. A sexista, por sua vez, prejudica a criança, pois não se consegue perceber a singularidade dela, já que a inclui desde muito cedo aos estereótipos do gênero na qual pertence.

Muitas pessoas infelizmente ainda acreditam que meninas devam ter uma educação mais rígida, não estimulando a independência delas, que precisam fazer balé, brincar de casinha, ajudar nas tarefas domésticas, não são valorizadas por qualidades como inteligência e coragem, nem por serem boas em ciências exatas e sim incentivadas a serem recatadas, sensíveis, maternais e pertencerem a um padrão de beleza. Em contrapartida, os meninos devem praticar esportes como lutas, brincar de carrinho, armas, se identificar com os super heróis, não ajudar nas tarefas domésticas, não levar desaforo para casa, sendo valorizados atributos como bravura, independência e inteligência e incentivados a não demonstrarem os seus sentimentos.

Desta forma, algumas dicas podem auxiliar familiares e professores nesta tarefa de uma criação mais igualitária:

• A divisão dos trabalhos domésticos entre adultos pode ser um ótimo exemplo;

• Reforce a solidariedade entre meninas e meninos dando-lhes tarefas e oportunidades iguais;

• Dê liberdade à criança para vivenciar todas as possibilidades sem distinção de gênero nas características, brinquedos, cores e atividades;

• Evite exaltar a competição entre meninos e meninas, comum nas atividades escolares;

• Não faça piadas ou críticas sexistas e reprove-as;

• Combata a discriminação e ensine o respeito;

• A criança lida muito bem com as diferenças na infância. Adultos é que a ensinam o preconceito de gênero;

• Não é fácil quebrar estereótipos, mas é indicada a discussão para que cada um reflita e questione as suas crenças e modelos de educação; 

• Livros, jogos e desenhos também auxiliam neste processo e hoje existem vários materiais que promovem a equidade. 

Enfim, a igualdade entre homens e mulheres é um tema de fundamental importância, pois crianças que crescem acreditando que meninos e meninas devam ter os mesmos direitos, deveres e oportunidades ajudarão na construção de uma sociedade mais igualitária, tolerante e empática. Ademais, esse olhar individual sem estereótipos permite que todos sejam mais felizes, sendo o que quiserem ser. Um psicólogo pode orientar as pessoas sobre esse assunto.

Para saber mais:
Stella Calvi Franco Penteado
Psicóloga – CRP: 06/115769
stellacfp@gmail.com
Cel.: (11) 9976-69701

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