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O Mestre

Conheça os caminhos trilhados pelo espiritualista indiano Swami Omkarananda

O Swami Omkarananda cresceu ao redor da Santa Indiana Ma Anandamayi. Como estudante de engenharia, ele teve uma grande associação ao Gurudev Swami Chidanandaji Maharaj, do Sivananda Ashram, em Rishikesh.

O encontro com o Swami Chidanandaji o inspirou muito, despertando o seu interesse espiritual. Ele trabalhou como HAL e analista de pesquisa, logo após unir-se ao grupo Bhava de pesquisa atômica. Ele deixou o emprego após uma experiência espiritual transformadora, rumo ao Sivananda Ashram, na encantadora Rishikesh, dando início aos seus estudos na academia de ensinos de Yoga e Vedanta. Após o término do curso, Omkarananda expandiu a sua jornada vivendo nos Himalayas como um Sadhu por alguns anos.

Em seu retorno ao Asharam Sivananda, Omkarananda teve uma experiência de quase morte, tendo sobrevivido graças a um milagre. Os últimos 3 anos seguintes foram dedicados ao estudo rígido de Vedanta e Sânscrito na Arsha Vidya Gurukulam, sob a jurisdição do Swami Pujya Dayananda Saraswati.

Após o término do curso, resolveu aperfeiçoar seus estudos acadêmicos com um doutorado em metafísica, pela Universidade de Hong Kong. A partir de então, passou anos viajando o mundo, compartilhando seus ensinamentos sobre ciência e espiritualidade.

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Por chance, teve a brilhante oportunidade de encontrar um Monge Budista Tibetano, o que despertou o seu interesse aos segredos da meditação, passando um bom tempo num monastério no Tibete.

Em 2009, ele voltou para a Índia e se encontrou com Tapasvi Baba Kalyan Dasji, que teve um grande impacto sobre ele. Aconselhado por Tapasvi Baba foi para Narmada Parikrama e finalmente renunciou – tomou sannyasa diksha por Babaji em 2013.

De acordo com os grandes mestres do Himalaia, a palavra “Swami” significa “Mestre”, que significa se esforçar para o domínio dos seus próprios hábitos, de modo que o seu Ser eterno venha a brilhar. O ato de se tornar um Swami não é tanto uma atuação de se tornar, de adicionar, de fidelidade, pois é um ato de anulação, de renúncia. “Um Swami é um monge, aquele que pôs de lado todas as atividades limitadas para se dedicar a esforços em tempo integral para a experiência direta da mais alta realização espiritual, e a serviço dos outros que estão no mesmo caminho”, explica Omkarananda.

A renúncia mencionada por Swami é o que os espiritualistas chamam de esquecimento final do “Eu” e “Meu”. Esse é o modo de pensamento e experiência em que toda a criação se torna uma só. Aquele que tomou votos de renúncia e se tornou um Swami, considera ele mesmo um membro de cada família da Terra, com seus bem-estares físicos e espirituais como sua principal preocupação.

Um renunciante afirma um relacionamento íntimo com tudo, mas apegado a nada, o que significa que deseja e procura nada de ninguém, não precisa de apoio emocional de ninguém, mas dá o apoio e encorajamento para todos. “Como o sol nascente, usando mantos laranja ou cor de açafrão, ele deve dispersar luz para todos os cantos do mundo. Livre e sempre em movimento como a brisa que ele dá o sopro de vida para todos. Flui como um rio. Ele sacia, limpa e irriga tudo. Como um fogo que purifica tudo. Como uma luz que ilumina todos. Como o céu, ele permanece intocado, claro, calmo, dando o seu espaço para todos; ele convida todo Ser a encontrar descanso, consolo, socorro e consolação no seu domínio de ser e que emana dele”, ensina o Mestre.

O objetivo do Sanyasi ou Swami é “cha atmanomoksharthamjagathitaya”, que significa “aquele que se esforça para a realização e a libertação de si mesmo e para o benefício do mundo”. Ao conversar conosco, Omkarananda conta que não pretendia se tornar um Swami, mas que aceitou livremente seu destino: “Eu nunca tentei me tornar um Swami. Simplesmente aconteceu. Pode ser que no meu passado viva um bom karma e que, por isso, abençoou meus mestres e eu me tornei um Swami. O meu guru é o grande mestre do Himalaia, BabbajiKalyan das ji”.

Em sua segunda visita ao Brasil, Swami Omkarananda veio a Itatiba através de um convite da Rosana Melo, a qual conheceu há alguns anos. “Eu conheci a Rosana Melo no sopé do Himalaia, em Rishikesh, conhecida como a capital mundial do Yoga. Alguns anos atrás, ela estava com um grupo de brasileiros em Dayanandaswamiji’s ashram. Naquele tempo eu fui professor deles. Desde aquela época eu a conheço e estou muito feliz de voltar ao Brasil”.

Swami também conta que vê os alunos brasileiros como pessoas muito sinceras, gentis, calmas, comportadas e, especialmente, carinhosas, amáveis e compassivas. E, nesta jornada que é a vida, busca unicamente compartilhar suas experiências espirituais com as outras pessoas.

Para saber mais:
Yoga Sampoorna
Contato: (11) 4487-2865
Rua Campos Salles, 415 – Centro – Itatiba/SP
www.yogasampoorna.com.br
yoga@yogasampoorna.com.br

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