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O ritmo Piracema que nos faz apaixonar

O samba vem de dentro dos brasileiros. O ritmo nacional, que conquistou o mundo todo refletindo a realidade e a energia do Brasil, faz parte da identidade cultural da nação e, se há tantos grupos que representam o gênero país afora com suas canções, em Itatiba não é nada diferente: o comando aqui é do grupo Piracema. Atração tradicional em eventos da cidade e comemorações que vão desde aniversários até casamentos, o Piracema conquistou seu espaço nos palcos e no coração dos itatibenses levando alegria, diversão e nostalgia com clássicos do samba que arrastam qualquer um para o meio do salão. Devido a todo esse carinho e reconhecimento, nós, da Q Revista, fizemos questão de deixá-lo comandar o palco do Q Boteco, que aconteceu em 11 de maio no Espaço Dona Inês, e contar nessa edição um pouco da história do grupo que nos encanta em suas apresentações. 

O Piracema começou a se formar há nove anos. Era um encontro musical e os músicos reuniram novos e velhos amigos e cantaram e tocaram um som de primeira. “Naquele encontro, relembramos grandes sambas, muitos deles esquecidos e que suscitaram belas histórias e boas lembranças”, conta Paulo Degani, integrante do grupo. A partir daquele momento, incentivados pela alegria que a música lhes trouxe, o grupo passou a se reunir toda semana para preparar um repertório diferente com os melhores sambas que, em sua opinião, alegrariam qualquer evento que aparecesse. Estava na hora de fazer o samba acontecer. “Os ensaios, no Estúdio Ideias Sonoras, sempre foram regados a muito trabalho musical, arranjos, acordes e a bons papos”, compartilha Paulo.
De início, o intuito principal era apenas tocar e se divertir. Não houve preocupação em batizar o grupo de amigos apaixonados pela música e pelo samba. Foram durante as primeiras apresentações que começaram a pensar em um meio de identificar aquela união. “O nome, sabíamos, seria uma decisão natural, vibrado na amizade e na convivência”, explica Paulo. “Com o passar do tempo, e sentindo a mesma energia da época em que participávamos da Escola de Samba Batuqueiros Piracema nos anos 70 e 80, resolvemos, numa decisão unânime, homenagear aquele movimento cultural responsável por momentos especiais em nossas vidas”.
Assim nasce o grupo itatibense Piracema.
Formado por Luiz Uchoa, Paulo Degani, Fabiano Fabossi, Fernando Telles, Daniel Romanetto, Ocimar Rabechi, Edson Deantoni e Magno Borella, além da grande e importante colaboração de outros grandes músicos e amigos como Gabriela Uchoa, Cid Camargo, André Bartholomeu, Bosco Camargo, Rogerio Scavone, Gonzaga de Brito, Sergio Uchoa, Daniel Camargo, Fabinho Borracha, Cassio batera, Fabio do Cavaquinho, Ziza Reis, Paulo Reis, e suas esposas e companheiras, o Piracema se tornou figura carimbada na cidade de Itatiba e região, em que também há procura para shows e eventos. “Já tocamos em São Paulo, assim como em Campinas, Jundiaí, Jarinu, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Pedreira, Amparo, Vinhedo, Louveira, São João da Boa Vista, Aguaí. Em Minas Gerais, nas cidades de Monte Sião e Pouso Alegre. Já no Rio de Janeiro, no Clube Med em Mangaratiba, em Angra dos Reis. Ah, finalmente fora do continente, em Ilha Bela. (risos)”, conta Magno Borella, também integrante do grupo.
O grupo realiza desde shows até apresentações em aniversários e casamentos que, segundo Magno, a procura se dá por quem já assistiu e se divertiu ou por recomendações. Os públicos são diversos e, por falar nele, o Piracema é querido não só pela geração que cresceu ouvindo samba como também por aqueles que se apaixonaram anos após os clássicos, como no caso dos jovens. Em entrevista, Magno se surpreende com esse carinho e reforça a importância que o grupo tem na cultura musical. “Fazemos parte do ‘não deixe o samba morrer’ desde sempre. O jovem está sempre aberto a tudo. O que é ruim passa, o que é bom permanecesse. Quanto mais cultura tivermos, mais o samba sobreviverá com sua melodia infinita, ritmo contagiante e letras inigualáveis. Nossa função é essa: divulgar e transmitir da melhor forma possível essa riqueza cultural”, diz.
O samba não vai morrer, ninguém vai perder o trem e o show não pode acabar. O grupo Piracema continuará aquecendo nossos corações em toda festa que se fizer presente. Se você ainda não assistiu a um show, procure prestigiar. Alegria e disposição eles têm de sobra e é impossível querer ficar parado. Por isso, separe o chapéu carioca ou a sandália de prata e vem para o Piracema, sambar.

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