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Quarto infantil projetado pela Gruu Arquitetura

PROJETO DE AMBIENTES INFANTIS

Giovana S. Feres • Arquiteta e Urbanista

Ed. Inside Corporate • R. Crescêncio da Silveira Pupo, 75 • SL34 • Jd. Vila Cassaro • Itatiba/SP • contato@feresarquitetura.com.br
Quando se pensa em ambientes destinados a crianças, é comum o senso de que eles devem ser sempre coloridos e remeter a figuras infantis temáticas. Será que isso é sempre verdade? O que deve ser realmente considerado para a conformação desses espaços?

SEGURANÇA

Antes de tudo, qualquer ambiente projetado para crianças deve ser primeiramente seguro quanto à sua forma e às instalações disponíveis. Os fluxos nesses espaços devem ser desimpedidos ou protegidos de obstáculos, como escadas, guarda corpos escaláveis, objetos e móveis pontiagudos etc., e também de equipamentos que possam apresentar perigos, como tomadas, eletrodomésticos, produtos de limpeza e químicos etc. Esse cuidado permitirá que a criança explore, reconheça e se aproprie do espaço sem imposição de limitações.

TIPOLOGIA

Também é conveniente levar em consideração que tipo de ambiente se trata para o desenvolvimento do projeto, por exemplo, se é residencial (quartos), institucional (escolas, bibliotecas, hospitais infantis), comercial (lojas, espaços kids, livrarias, buffet infantis, brinquedotecas) ou público (parques, zoos, acampamentos), já que cada um suscitará diferentes soluções conforme o uso, tempo de permanência, funções a serem desenvolvidas, tipo de mobiliários necessários, entre outros.

ERGONOMIA

A ergonomia também é fundamental para a autonomia das crianças e seu desenvolvimento psicomotor. A utilização de móveis com a escala reduzida, condizentes à faixa etária e tamanho da criança, possibilita aos pequenos maior liberdade na movimentação, posturas mais adequadas e esforços conforme sua capacidade. A exemplo, uma cama com altura baixa permite autonomia no deitar-se e levantar-se, minimizando-se a ocorrência de quedas e outros acidentes.

ORGANIZAÇÃO

Além disso, a disposição e organização dos itens também podem ensinar e educar através das informações visuais facilitadas, como caixas organizadoras com desenhos, transparência dos mobiliários para ter acesso visual ao conteúdo, portas com números ou desenhos, caminhos marcados por cores ou texturas. Todos auxiliam na assimilação dos ambientes e agregam em sua educação.

LUDICIDADE E FLEXIBILIDADE

Finalmente, os ambientes lúdicos também podem garantir maior interação da criança e o consequente exercício da imaginação através de espaços que permitam adaptações, modificações e recriações. Nesse sentido, a flexibilidade é fundamental ainda na incorporação de variadas faixas etárias e diferentes formas de apropriação de um mesmo ambiente.

A arquiteta Cintia Shiguio (da Gruu Arquitetura Infantil) acredita que o lúdico deve ser utilizado em qualquer lugar, sempre se valendo da flexibilidade espacial para modificarem-se os temas, os mobiliários, a iluminação etc. A arquiteta ressalta que não necessariamente deve-se valer de cores superestimulantes: “não se devem utilizar cores primárias (vermelho, azul e amarelo) para as crianças, e sim cores mais elaboradas como rosa claro, rosa escuro, roxo, verde água, azul ‘cor do céu’, marrom, entre outras. Assim como os adultos, as crianças são seletivas e tem gostos variados entre si, sendo necessário entender o perfil de cada uma durante o desenvolvimento dos projetos”.

Para Cintia, ainda, o uso de temáticas e motivos infantis na decoração pode ser um empecilho à conformação dos espaços ao longo do tempo e, portanto, não são obrigatórios. “Decorações com temas de personagens de desenhos, por exemplo, podem não ser um bom investimento já que as crianças mudam de preferência muito rapidamente”. Se mesmo assim optar-se por essa solução, a dica é utilizarem-se as temáticas em pequenos objetos que podem, posteriormente, serem trocados mais facilmente e a custos menores.

Hoje em dia, com espaços cada vez mais reduzidos em apartamentos e casas, a busca por espaços mais flexíveis e criativos são as solicitações mais frequentes dos clientes com filhos pequenos. A dica é pensar nas futuras mudanças para propor soluções que otimizem os investimentos e sempre ter por base as considerações de segurança, tipologia, ergonomia, organização, ludicidade e flexibilidade dos espaços.

Fonte: www.gruuarquitetura.com.br

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