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RAPS: União à favor da qualidade da democracia brasileira

Debates políticos, ideologias partidárias, protestos e questões sobre o futuro do país tem estado em pauta na roda dos brasileiros que buscam por um Brasil melhor. Em meio a tantos questionamentos, cobranças, divisão direita e esquerda e uma população nacional que anseia por respostas e melhorias, nasceu um projeto que vai além de apontar falhas e trabalha por uma transformação social para oferecer aos brasileiros melhores líderes políticos. Com essa proposta, a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) foi fundada em 2012 por um grupo de pessoas ligadas a sustentabilidade, que acreditaram que por meio de uma rede de lideranças comprometida com ética e transparência, poderiam se unir com o objetivo de melhorar o processo político nacional e a qualidade da democracia brasileira promovendo a agenda da sustentabilidade em ações políticas.
“A missão da RAPS, de natureza política, é justamente dialogar e atuar a partir da estrutura política vigente, reconhecendo a política como elemento chave para a transformação social que desejamos”, explica Marcos Vinícius Campos, diretor executivo da Rede. “Acreditamos que a transformação não virá de um único partido político, mas de um campo político capaz de agregar e promover o diálogo entre atores de diferentes origens e posições políticas-ideológicas”, completou. O diretor executivo afirma que, nos últimos quatro anos, a Rede trabalhou arduamente para ser esse espaço de encontro, reflexão e ação.
Para se unir a RAPS, existe um processo seletivo, normalmente aberto do fim de novembro a início de janeiro, que pode ser prestado, totalmente sem custo, por toda e qualquer pessoa interessada no projeto. A Rede não tem fins lucrativos e é mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, por isso não há custo para o ingresso ou permanência, mas é estimulado doações de recursos financeiros por seus membros. Os trabalhos da RAPS concentram-se em três projetos específicos denominados Líderes RAPS, destinado a um grupo de pessoas com interesse em disputar eleições no curto prazo, Jovens RAPS, voltado para o público jovem (até 30 anos) que, futuramente, tanto pode vir a disputar eleições quanto optar por uma atuação política mais ligada a população, e Empreendedores Cívicos, destinado a pessoas da sociedade civil, em sua maioria empreendedores sociais, que reconhecem a importância da política para a transformação da realidade e que querem se aproximar diretamente da política institucional.
A primeira fase do processo seletivo é o preenchimento de um formulário hospedado no site da Rede (www.raps.org.br), que é composto por questões objetivas e dissertativas para que se possa entender o perfil do candidato, seu histórico pessoal e profissional, sua atuação política e seus conhecimentos sobre áreas da política e sustentabilidade. “O processo seletivo é composto de diferentes etapas e realizado por uma comissão de seleção designada ano a ano para esse fim. Há absoluto sigilo sobre os inscritos, de modo a não gerar nenhum tipo de constrangimento em relação aos não aprovados”, explica Marcos que reitera que aqueles que não são aprovados, continuam sendo convidados para os eventos da Rede e podem se inscrever novamente no próximo processo seletivo.
Após a seleção dos novos membros, a RAPS oferece um pacote de formação e aperfeiçoamento ao longo do ano, adaptado a cada um dos projetos, que inclui debates, referências em mandato e treinamento. Além disso, a Rede também conta com um Centro de Estudos, que tem objetivo de construir uma visão compartilhada de desenvolvimento sustentável e decifrar essa visão em proposta de políticas públicas. Esses eventos acontecem aproximadamente a cada 15 dias na sede da RAPS, localizada no Itaim Bibi em São Paulo, e contam com transmissão e possibilidade de participação online por meio do Facebook para o público em geral.
Atualmente, a RAPS conta com 485 membros divididos entre os três projetos. Entre os Líderes com mandato há senadores, como Randolfe Rodrigues e Reguffe, Deputados Federais e Estaduais, como Alessandro Molon e Mara Gabrilli, Governador, e 11 vereadores, como Ricardo Young, Gilberto Nataline em São Paulo, Gutti em Guarulhos, Caio Cunha em Mogi das Cruzes e Washington Bortolossi de Itatiba. Para quem se interessar, a lista completa dos membros encontra-se no site. Os encontros acontecem na sede paulista, mas o grupo tem se dedicado a levar os eventos para outras capitais como Rio de Janeiro, Brasília e Santa Catarina.

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