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Ronco infantil: fique atento ao sono do seu filho

Janice Lobato
Especialista em Fonoaudiologia Hospitar
CRFa 13630

Muitos pais já devem ter percebido e se preocupado com o ronco de seu filho. Mas, será que isso pode ser considerado um problema de saúde? No Brasil, estudos mostram que 27% das crianças na idade escolar apresentam ronco habitual durante o sono. Para saber quando se deve preocupar é preciso levar em conta o tipo e a frequência do ronco na criança.

Uma criança pode apresentar, eventualmente, uma respiração mais ruidosa, por exemplo, durante uma crise alérgica, rinite, sinusite ou um resfriado comum. Isso apenas indica que está ocorrendo uma obstrução nasal temporária, dificultando a passagem do ar pelas vias aéreas. A causa é devido ao processo inflamatório dos tecidos das narinas e espera-se que seja uma situação passageira. Logo que seu filho sair desse quadro, ele voltará a respirar pelo nariz e de forma silenciosa.

Mas, existem crianças que roncam diariamente. Nesses casos, é importante que seja investigada a causa desse ruído. Será necessário averiguar se existe alguma obstrução anatômica permanente que está impedindo que o ar passe livremente pelas narinas. De modo frequente, algumas crianças, por volta dos três aos seis anos de idade, apresentam ronco causado pelo aumento das amígdalas e da adenoide, isto é, ocorre um estreitamento das vias aéreas por conta do tamanho dessas estruturas, que nesta faixa etária mostram o pico do crescimento e se tornam relativamente grandes em relação ao espaço das vias aéreas da criança.

Outro fator muito importante que deve ser levado em conta é que o ronco habitual pode indicar também a existência de uma patologia mais grave chamada de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). A AOS é quando a criança tem sua respiração interrompida por alguns segundos durante vários momentos à noite. Esse episódio, muita das vezes, é discreto e os pais não percebem. Isso faz com que o sono da criança fique fragmentado, causando prejuízos em seu desenvolvimento físico e na sua aprendizagem.

Já sabemos que é durante o sono profundo que o cérebro reorganiza suas conexões e consolida a memória. Na criança, o sono se torna ainda mais importante, pois é durante esse momento que o organismo libera o hormônio do crescimento. Sendo assim, se seu filho não dorme profundamente, ele pode apresentar atraso no crescimento, além de hiperatividade, irritabilidade e baixo rendimento escolar.

Portanto, a dica é observar como seu filho dorme. Sua respiração deve ser preferencialmente nasal e silenciosa e, a partir dos cinco anos, o sono noturno já deve estar consolidado, não ocorrendo mais períodos de sono diurno. Caso perceba qualquer alteração, converse com o pediatra do seu filho.

 

Para saber mais:

Janice Lobato – CRFa 13630
Especialista em Fonoaudiologia Hospitar
Tel.: (11) 4594-5196
Cel.: (19) 99815-4011
janice.lobato@terra.com.br

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