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Terapia de Casal

O atendimento clínico a casais suscita muitas perguntas, tais como: seria o ideal romântico ainda o ideal perseguido pelos casais?

Cristina Verges - Psicóloga
Cristina Verges – Psicóloga
Se voltarmos um pouquinho no tempo, poderemos constatar que o casamento não ficou imune a todo desenvolvimento que temos assistido. Dos casamentos que eram verdadeiros acordos comerciais (casamentos arranjados pelas famílias), aos casamentos estabelecidos frente a uma escolha amorosa (resultado do amor recíproco e ideal romântico); até finalmente chegarmos aos dias atuais com novas formas e arranjos sendo aceitos, como por exemplo: “Famílias Reconstituídas”, que são formadas por casais vindos de segundas, terceiras ou várias uniões; ou a “Homoparentalidade”, que são casais formados por pessoas do mesmo sexo ou ainda a “Monoparentalidade”, que são famílias constituídas apenas com um membro adulto e filhos e até mesmo a escolha por viver só, o que temos, é que apesar de o ser humano buscar novos arranjos, ainda permanece o desejo ou necessidade de manter o agrupamento, as uniões.
Segundo a terapeuta de Casais e Família, Cristina Verges, o que se constata é que a geração pós moderna foi criada seguindo a aspiração moderna da busca da felicidade encontrada no amor, como algo razoável para a vida. A esperança é a convicção de que o amor romântico, aquele do “viveremos felizes para sempre” é uma fonte inesgotável de realização e felicidade. O encontro amoroso produz uma sensação de bem estar que funda e funde o casal criando a ilusão de que agora somos UM. Passa-se então do UM individual para o NÓS do conjunto e, nesse ponto, acabam-se as diferenças. Mas, qual seria este UM se o casal é formado por dois? No entanto, é esse UM, fundido de eus, o ponto inicial para a clínica de casais.
Mas, o que fazer quando um casal chega ao consultório? “Se existe no imaginário comum que o encontro amoroso é a garantia da felicidade, então é de se esperar que se o casal não está feliz é porque tem algo errado. O estar mal em um casal gera um sofrimento que pode ser aumentado por se acreditar que os conflitos não deve fazer parte dessa realidade, o que gera a sensação, muitas vezes compartilhada entre o par, de impotência, fracasso e até de desgraça familiar. É necessário observar e trabalhar sobre o que os fazem sofrer. Assim, terapeuta e casal, buscam encontrar a melhor atitude frente ao que está acontecendo, seja na tentativa de continuarem juntos ou seguirem separados. A terapia de casal é útil quando o casal pode reconhecer que ambos são protagonistas dos conflitos vivenciados, ou seja, ambos produzem conflitos e aquilo que um faz está fortemente influenciando, explicita ou implicitamente, a resposta do outro. Trata-se de funcionamentos construídos e sustentados pelos dois e diz respeito ao vínculo formado por eles”, explica Cristina.
O principio organizador que fundamenta a terapia de casal é a possibilidade de vivenciar com o terapeuta e subsequentemente entre seus membros, um relacionamento genuíno e confiável, onde predominam respeito e entendimento. E é esse relacionamento que fornecerá uma possibilidade para o casal reconstruir a autonomia e individualidade de seus membros. E, quem sabe, pensar na possibilidade de substituir o “viveremos felizes para sempre” tido e imaginado como algo pronto a partir do encontro amoroso, para o “construiremos nosso feliz, sempre”, como algo mais condicente com a natureza humana.

ONDE ENCONTRAR:

Rua José de Paula Andrade, 229 Villa Belém – Itatiba/SP
Márcia Cristina Pereira da Silva Verges CRP 06/91047
Contato: 11 99846-0904 / 4538-5502
e-mail: crisverges@hotmail.com

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