Home / Capa / VITOR BELFORT

VITOR BELFORT

The Phenom sabe ser o mestre do Mixed Martial Arts. Vai encarar?

Para começarmos, gostaria de saber quando você descobriu a paixão pela luta?
Vitor Belfort: Começou quando ainda era bem jovem, por volta de 10 anos de idade quando comecei a fazer jiu-jitsu e um pouco mais tarde também o boxe. Sempre tive o sonho de ser um campeão de luta.

Como você costuma se regrar para manter o corpo e a mente sempre preparados para as lutas?
V. B.: Tem um fator muito interessante e que pouca gente sabe. O treinamento para o meu esporte é 90% físico e 10% mental. No dia da luta ou competição é 10% físico e 90% mental, pois o físico já foi treinado antes. Com isso, procuro sempre estar em atividades nos meus treinamentos, regrando a minha alimentação e exercendo minha fé em Jesus Cristo diariamente.

Os patrocínios e as produções pelos espetáculos de luta têm crescido muito no mundo todo nos últimos anos. Você acredita que mesmo com esse crescimento o Brasil precisa de mais incentivo, uma vez que a maioria dos atletas de sucesso na atualidade opta por treinar, lutar e viver fora do país? E esse incentivo deve partir de quem?
V. B.: Acredito que apesar de todo esse crescimento, o MMA ainda não atingiu 20% do potencial. Quando comecei, sempre acreditei que esse esporte explodiria e seria reconhecido, mas ainda estamos no processo para isso. Falta muito ainda! Tanto das grandes empresas quanto dos órgãos públicos em incentivar a parte financeira, os atletas e também das organizações responsáveis em profissionalização e regras.

Boas academias direcionadas ao treino de lutadores também é algo escasso no Brasil. Os lutadores brasileiros em fase de parada poderiam mudar essa perspectiva se apostassem mais em seu país de origem e investissem em locais adequados para o surgimento de novos atletas de sucesso?
V. B.: Concordo e é por isso que estou abrindo a minha (risos). Mas, como disse anteriormente, para os atletas apostarem em algo seria necessário primeiro que o nosso país apostasse nos atletas com incentivos. Infelizmente, o Brasil tem muito recurso, mas é muito mal direcionado, principalmente na área de esportes, como exemplo o fracasso nas olimpíadas de Londres. É uma vergonha, pois um país em explosão econômica não direciona os recursos para as áreas de necessidades, como esporte e educação. Isso prejudica o sonho de milhões de jovens. Graças a Deus hoje tenho grandes empresas que apostam em mim e dão o suporte necessário para prosseguir, mas a maioria dos atletas não tem esse acesso.

Uma de suas atividades mais recentes como treinador foi participar do programa “The Ultimate Fighter – Em Busca de Campeões”, exibido pela Rede Globo. Como é, para você, poder passar a experiência que você adquiriu muito cedo, para outros atletas? Qual a principal lição que você procura deixar para aqueles que aprendem com você?
V. B.: Uma experiência ímpar na vida. Foi muito bom esse tempo de ter contato com jovens atletas que sonham em evoluir e aprender para realizar um sonho, como o que tive um dia. A Rede Globo também apostou no esporte, isso para mim foi uma grande quebra de barreira no nosso país.
A lição que ficou para mim é que, da mesma forma, podemos ensinar e liderar pessoas menos experientes que eu. Eu também tenho muito que aprender e é me motivando com esses jovens que tem uma fome grande de vencer na vida como atleta de luta. Foi um grande aprendizado para minha carreira.

O que te motiva diariamente?
V. B.: Deus, minha família e o trabalho.

É necessário vencer sempre?
V. B.: Eu creio pela minha fé que sou mais que vencedor todos os dias na minha vida. A vitória e a derrota no plano natural são consequências de como você executou o seu plano para chegar até lá, mas nas duas temos algo para aprender. Claro que prefiro vitória.

Normalmente os lutadores, de forma geral, são vistos como homens de forte personalidade, durões e sem medo. Mas você, Vitor, tem medo de alguma coisa?
V. B.: Acho que o medo é ficar na espera por um resultado desfavorável. Nesse caso não tenho, mas certas situações me deixam às vezes cuidadoso.

Aposentar é algo passa pela sua cabeça?
V. B.: Sim. Já estou nesse barco há 17 anos. Da minha época só eu que continuo na ativa. Quero um dia me aposentar e cuidar dos meus negócios, mas ainda tenho prazer em lutar e na minha rotina de treinos.

Sendo casado e pai de três filhos, como você consegue conciliar uma rotina agitada de treinos intensivos e viagens com a vida pessoal?
V. B.: Com certeza. A coisa mais importante nessa terra são eles [filhos], sempre que posso estou passando todo o meu tempo com eles e quando fico longe é a parte mais difícil, mas graças a Deus tenho uma esposa maravilhosa, Joana, que me ajuda muito nessa parte.

Com a rotina e a fama, o lazer acaba sendo algo de difícil aproveitamento por grande parte dos artistas. Como você lida com os fãs e consegue desfrutar de seu tempo livre?
V. B.: Encaro que eles são muito importantes para mim. É o reconhecimento de tudo que eu faço e quando estou na presença deles procuro estar servindo a eles.

A maioria dos jovens brasileiros crescia com a vontade de ser jogador de futebol. Hoje, querem ser lutador. Quais as dicas que um profissional como você deixa para esses futuros atletas?
V. B.: Acreditar no seu sonho. Nunca desistir mediante as dificuldades e procurar sempre o melhor, o que te dará uma condição de evoluir na sua técnica, na carreira e na vida.

Veja também

Lançamento linha Make up Glam – Mahogany

A Mahogany Itatiba lançou na última sexta-feira (22) a linha Make up Glam. O evento …

Deixe uma resposta