Encontre empresas, produtos e entretenimento


Autor: Alessandra Nardim
Praia na Itália? Prepare o bolso.
23/02/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Uma das coisas mais fascinantes em viajar, para mim, é descobrir novos costumes. 
E, quando eu descobri que para ir à praia, na Itália, é preciso pagar, eu fiquei abismada. O que? Eu tenho que pagar? Vamos entender o porquê.

Na Itália, a praia é a pagamento!


Existe uma lei italiana onde determina que as praias e os estabelecimentos balneários são de propriedade do Estado. Mais precisamente, a lei, faz referimento a propriedade marítima do Estado, e através concessões dadas à determinadas empresas especializadas no sector, faz com que nem todas as praias sejam livres ao público. Estas empresas, precisamente em virtude de uma concessão de propriedade marítima regional, podem gerir - numa determinada praia e num determinado lido - atividades turísticas, atividades recreativas e podem, portanto, criar estabelecimentos equipados com bares, restaurantes, guarda-sóis, espreguiçadeiras e todo o serviço "oferecido" em troca de pagamento.
E' a Região a determinar para quem dar a concessão. Através um contrato, que dura longos anos (muitas vezes passa de pai para filho), a pessoa torna-se "proprietário" e responsável daquele pedaço de praia, seja no verão que no inverno.

 

E come funciona?

Do mês de março à setembro os estabelecimentos balneários são abertos ao público.
No preço por dia é incluído serviço bar/restaurante (a consumação se paga a parte), salva vidas, vestiários, toilette, ducha, guarda-sol, cadeiras, praia cuidada e limpa.
E' como se você estivesse hospedado em um resort com todo o serviço incluído no preço. 
Os serviços oferecidos nesses estabelecimentos são os mais diversificados uns dos doutros, pois a concorrência é séria e um vizinho do outro.

Cabines com banheiro privativo, chuveiro de hidromassagem, sofá, TV, ar-condicionado, Wifi grátis em toda a praia, estações de carregamento de celulares e tablets, quadra de vôlei de praia, sala de ginástica equipada, banheira de hidromassagem externa, cursos de hidroginástica, canoas, sup. e bicicletas à disposição dos clientes, música com DJ, serviço baby-sitter, restaurante, bar, serviço de massagem e continua.

Muitos hotéis, fazem acordo com o estabelecimento de preferência, para poder oferecer ao próprio cliente um serviço completo. As famílias, sobretudo com filhos, no verão fazem a inscrição de um ano ao outro para garantir a reserva e receber um pouco de desconto.
Esses lugares de lazer são realmente uma continuação da própria família, de encontros, amizade e muitos chegam até ao casamento.

O preço parte da 15 à 30 euro ao dia e se chamam "giornaliero" (diária). 
Quando você compra o "bilhete" de entrada, você está pagando por todo um serviço, guarda-sol e a cadeira, pois se você preferir a espreguiçadeira o preço é outro....(está achando o que? kkkk)

No verão é costume da família italiana transferir-se na praia. Você tem a possibilidade de iniciar do dia com o café da manhã, depois almoço, jogos, relax, diversão e concluir a jornada com a ducha quente para voltar para casa pronto para dormir. 
Tudo para o teu bem-estar.
As cabines ou vestiários, se pagam a parte e tornam-se armários pessoais, onde você pode deixar tudo: biquínis, toalhas, os cremes, os jogos, a troca de roupa...enfim o necessário para um dia na praia.

 

Mas existem praias livres?

Sim, pela lei italiana, as praias livres deveriam cobrir pelo menos o 60% do território marítimo, mas não é isso que acontece. Muitas vezes em certas regiões somente o 30% são disponíveis e as vezes em lugares não felizes. As praias livres encontram-se e é necessário pesquisar para descobrir esses pedações de paraísos. 
Eu prefiro as praias livres... uma coisa mais selvagem do que todos sentado uns aos lados dos outros, mas pode ser uma escolha também de necessidade.

Enquanto no sul da Itália a realidade muda e é possível encontrar mais possibilidades de praias livres e maravilhosas. O sul da Itália é outra música e com um outro ritmo.

Onde encontram-se as praias livres mais bonitas da Itália?

 

Vernazza, uma das aldeias das Cinque Terre ( Região da Liguria). E' muito pequena, mas mergulhar nas aguas apreciando um dos Patrimônio Unesco vale a pena.

La Spiaggia delle Due Sorelle - Riviera del Conero (Região Le Marche). E' stupenda e feita toda de pedras. Se chega somente de barco.

Porto Selvaggio - no Salento (Região da Puglia). Posso dizer que na Puglia é possível encontrar inúmeras possibilidades de praias maravilhosas e livres.

La spiaggia di San Vito lo Capo (na Região da Sicilia). Maravilhosa, mas não verão totalmente lotada que dificulta apreciar a suas belezas. Melhor ir no mês de junho, julho ou setembro.

Golfo di Orosei - (na Região da Sardegna -Sardinia) aqui também se chega somente através um caminho de rochas ou através o mar. No Porto Cala Gonome partem pequenos cruzeiros para esse Paradiso.

Noli (na Região da Liguria). Essa pequena aldeia de pescadores é feita de charme e aconchego. Não é tanto a beleza do mar, mas é o seu contorno que me deixa fascinada. E quando bate a fome, atravessa a rua e compra um pedaço de focaccia e é tudo que você precisa para passar um dia na praia italiana.

Baci e Abbracci
Alessandra

 

 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália ha mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Viva la Bruschetta!
17/02/2021   Turismo Gastronomia
 Postado por:   Alessandra Nardim

Você vai precisar de simples ingredientes, mas o segredo está na qualidade dos ingredientes para preparar essa delicia italiana: Pão (se possível sem sal), alho, azeite, tomate, sal, orégano e manjericão.
Não é possível vir a Itália e não encontrar esse típico prato pelos bares e restaurantes. Hoje encontra-se em toda a Itália. E a pronuncia da palavra " bruschetta" é brusqueta.

As primeiras Regiões a comer a "bruschetta" foram na Região Campânia e Toscana, mas pode ser considerada, em geral, um prato italiano.
O sucesso da bruschetta é na sua simplicidade! Para prepará-la o melhor é usar o pão (de ontem) tostado alguns minutos na grelha e temperar com alho e azeite (de qualidade excelente).

O nome bruschetta deriva do dialeto romano bruscare, que significa tostar. O verbo, com a evolução linguística, seria transformado em “queimar” e se tornaria comum em todas as regiões italianas.

Na Toscana, porém, era chamada de fettunta (fatia untada) e hoje, para prepará-la, usa-se pão sem sal, temperado principalmente com azeite e sal e, às vezes, até com tomate. O alho é o protagonista indiscutível, muitas vezes até espalhado na bruscheta antes de adicionar qualquer outro tempero. Em segundo lugar está o azeite, do qual a Itália é grande produtora, e que torna a fatia do pão mais macia.
A bruschetta tradicional é com tomates, mas é possível prepará-la com tantos outros temperos como o patê de azeitonas, com o lardo e mel, com creme de alcachofra ou simplesmente azeite e alho.... Uma delicia.

Hoje a bruschetta é usada principalmente como um aperitivo simples, mas requintado, para encher o estômago antes da chegada dos pratos, mas também para não jogar fora o pão do dia anterior. 
Na cozinha italiana "non si butta nulla".

Siga passo a passo:
-Cortar o pão em fatia
-Tostar o pão (no forno ou na torradeira)
-Quando pão estiver tostado e quente passar o alho no pão todo (atenção na quantidade de alho)
-Colocar o azeite 
-sal a gosto
-e apoiar os tomatinhos tipo cerejas já cortados sobre o pão.
-Orégano e Manjericão
E Buon appettito.

Baci e Abbracci
Alessandra 

Barolo foi nominada a cidade italiana do vinho no 2021
09/02/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Barolo é o nome dessa pequena aldeia que se encontra no Território Langhe, no Piemonte. Em Barolo vivem 700 pessoas.
Barolo é também o nome de um dos vinhos tintos mais importantes do mundo.
Barolo é uma das onze aldeias onde são autorizadas a produzir o vinho Barolo.

La Morra, Verduno, Castiglione Falletto, Monforte d'Alba, Serralunga , Novello, Roddi, Grinzano Cavour, Diano d'Alba e Cherasco são as outras aldeias onde se produz o vinho da uva 100% Nebbiolo.

E' também interessante saber que mesmo com poucos km de distância entre essas aldeias, o vinho Barolo assume faces muito diferentes de um município para outro. Monforte d'Alba é conhecida por seus vinhos precisos e persuasivos; Castiglione Falletto, pelos poderosos taninos, Serralunga, pelo rigor e, La Morra, que ressalta a elegância.

Como nasceu o vinho Barolo? E' graças a intuição de uma mulher!

A marquesa Giulia Colbert Falletti, esposa do Marquês Carlo Tancredi Falletti di Barolo teve o mérito de transformar radicalmente o Barolo, que antes era um vinho doce e ligeiramente movido obtido a partir de uma fermentação ao ar livre: a sua intervenção levou à construção de caves subterrâneas, que criaram um microclima protegido onde o vinho poderia envelhecer em forma controlada, desenvolvendo corpo e estrutura. O Falletti di Barolo enviou 325 barris para o rei Carlo Alberto, um para cada dia do ano, excluindo os dias da Quaresma. E o Rei, depois de compartilhá-lo com as famílias mais influentes da época, ficou tão entusiasmado com isso que comprou uma propriedade em Verduno para produzir seu próprio Barolo.

Para ser chamado Barolo, o vinho precisa passar por um envelhecimento mínimo de 3 anos.

A partir de 18 meses em barricas de carvalho, entre 5 anos pode ser comercializado com a designação "Riserva". Uma volta engarrafada, è sò esperar o momento certo para degustar-la e se possivel acompanhada de um bom prato de carne sucolenta (ensopado) e, melhor ainda, se for pelas Verdes Colinas do Piemonte.
A invenção do fascínio de Barolo é sua própria evolução ao longo dos anos e por esse motivo é reconhecido como: O vinho do Reis ou o Rei dos vinhos.

Viva o Piemonte!
Baci e Abbracci 

Alessandra

 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Enotria Tellus, assim era chamada a Itália, pelo gregos.
03/02/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Os gregos antigos chamavam a Itália, Enotria Tellus, que significa "terra das vinhas sustentada por estacas".

Na Itália, a videira é cultivada em todos os lugares; é presente em cada região e cada uma delas possui variedades de uvas nativas (autoctone), muitas vezes esquecidas ou subestimadas. Cada região na Itália produz vinhos, praticamente desde sempre. Ver estas vastas extensões de vinhas, se apreende o nome pelo qual os gregos antigos a chamavam: ENOTRIA TELLUS.

O vinho era visto como um recurso essencial para a sobrevivência das pessoas, por muitos séculos, o vinho na Itália foi considerado um alimento real, portanto, mais vinho produzido, melhor para o crescimento do pais.

uva Barbera se espalhou no Piemonte e em várias regiões da Itália central. A Barbera tradicionalmente indicada no gênero feminino (Barbera) é a uva menos antiga das outras uvas cultivadas no Piemonte, como a uva Moscati, Grignolino e Nebbiolo. É uma videira cujo cultivo tem sido bastante expandido ao longo dos anos e hoje é a videira mais difundida do tipo vermelha na Região. Do Piemonte.

Para aprender a beber vinho, é importante iniciar a "ler" o rotulo da garrafa e as diferentes denominações descritas. O preço de um vinho é dado pela sua categoria, ano e tipo de vinho. Por exemplo um vinho com a descrição DOCG ((Denominazione di Origine Controllata e Garantita) custará mais cara, pois essa descrição está dizendo que esse tipo de vinho cresce somente em um certo pais, em uma certa provincia e em um certo vilarejo. 

O Vinho DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) localizado no nível mais alto do sistema disciplinar, define áreas de produção com critérios de produção muito limitada e avaliação mais rígida em relação a todos os outros. Garrafas de vinho que pertencem a esta categoria devem ser marcados, a fim de assegurar o conteúdo do frasco e para evitar a contrafação, com selos são numerados e emitido pelo estado italiano indicando também o nome de quem o-pertence.

Em uma "pirâmide de qualidade", onde o ápice representa o nível mais alto de qualidade. As categorias, a partir do nível mais baixo de qualidade até o mais alto, são definidos da seguinte forma:

  • Vino da Tavola (vinho da mesa)
  • IGT (Indicazione Geografica Tipica)
  • DOC (Denominazione di Origine Controllata)
  • DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita)

Algumas denominações também estabelecem tipo adicionais, atribuídos aos vinhos que possuem características especiais de produção e que são indicados no rótulo com os seguintes termos: 

  • Clássico - indica um vinho produzido na área mais típica e conhecida da denominação que a-pertence.
  • Superior - é um vinho com um teor de álcool maior do que os requisitos mínimos da denominação
  • Reserve - é um vinho que passou por um processo mais longo de envelhecimento do que os estabelecidos nos requisitos mínimos de denominação.
  • A categoria IGT (IGT) define áreas de produção bastante grande, na maioria dos casos uma região inteira, e permite a produção de vinho com uvas autorizadas e recomendadas na área, que muitas vezes inclui uma ampla seleção, deixando o produtor, uma maior liberdade de produção. Esta categoria, enquanto que representa o primeiro nível de qualidade reconhecido por lei, na verdade, inclui uma quantidade significativa de vinhos de alta qualidade e não tem escassez de surpresas agradáveis. A categoria DOC (denominação de Origem) define uma área, geralmente mais estreita do que um IGT, tendo critérios mais rígidas de produção em comparação com a categoria anterior.

Depois que leu o rotulo inicia a parte mais desejada: A degustação!
E' um momento de grande aprendizado, não somente de perfumes e sabores, mas também de conhecimento da terra e de quem o-produz.

  • Incluir em uma viagem, em um passeio, uma degustação de vinhos em adegas, ou viver a experiência do turismo gastronômico, abre as possibilidades de descobrir historias, lugares e homens. O que acontece quando estamos juntos à mesa? Comemos e bebemos, é claro, mas também compartilhamos, desenvolvemos relacionamentos e formas de estar com os outros. A hora da "refeição" é um momento social e formativo; 
  • Cozinhar bem é uma forma de expressar "cuidado" uns com os outros. Uma receita gastronômica e seu correto preparo escondem a atenção pela pessoa. E o prazer do paladar se mistura à descoberta de um novo pais.

A presto e Baci!
Alessandra

 

 


 

“Alessandra, vive na Regiao do Piemonte, na Itália ha mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Onde os italianos passam as Férias?
27/01/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Camogli, Liguria - Aqui se passeia lentamente, nada de pressa. A cidadezinha da Região da Liguria com o mar e seus restaurantes vista mar são a localidade para viver o charme italiano da calma e do saber viver. No mês de maio acontece a Super Sagra (festival)  do Peixe, quando os pescadores da cidade cozinham uma mega fritura do pescado do dia em uma enorme panela à beira-mar.

A cidade encantadoras e muitas vezes lotadas no verão como Portofino, Santa Margherita Ligure e Rapallo estão a meia hora de carro. Daqui é possível pegar o traghetto (o barco) e ir conhecer as Cinque Terre via mar.

Macerata, Marche - Poucos países têm colinas onduladas como a Itália, mas enquanto os estrangeiros vão direto para a Toscana, os residentes adoram a Região Le Marche, a região central da costa leste do Adriático. Do outro lado dos Montes Apeninos, vindo da Toscana e Umbria, há tantas cidades no topo de colinas e paisagens intocadas, mas menos visitantes. É uma região grande e variada, mas para uma verdadeira sensação "Sob o Sol da Toscana", eu amo a área ao redor da cidade universitária de Macerata. As vistas daqui - montanhas cobertas de neve ao longe e cidades de terracota empoleiradas em colinas que descem em direção ao mar - são tão espetaculares que até Napoleão ficou cativado. Ele exigiu passar a noite em vez de seguir em frente, e você também deveria.

Capo Vaticano, Calabria - Calábria, a ponta da bota da Itália, recebe pouco amor de visitantes internacionais. Tanto melhor para os italianos, que inundam as cidades intocadas, estradas costeiras no estilo de Amalfi e vistas da Sicília sobre a água. Mas são as praias ao redor de Capo Vaticano que são a principal atração do verão. Protegidos por penhascos altos com penugem verde, eles são uma série de enseadas e varandas de areia, se alinhando contra a ilha vulcânica Stromboli, que lança fumaça para o céu ao largo da costa.

Salento, Puglia - Estrangeiros se aglomeram em Puglia - o salto da bota da Itália - por seus atraentes vilarejos de pesca de pedra branca ao sul de Bari e casas de pedra cônicas semelhantes a hobbits, chamadas trulli, no belo Valle d'Itria. Mas continue indo para o sul e você se encontrará na península de Salento - a ponta mais ao sul. A principal cidade de Lecce é conhecida pela sua suntuosa arquitetura barroca, embora eu também adore Nardò - menor e menos cuidada, mas tão romântica quanto. A beleza do Salento é rustica e selvagem, única.

Alpi di Siusa - Sul do Tyrol - Quando chega o mês de agosto, os italianos têm duas opções: praia ou montanha. E nas Dolomitas - cujos picos denteados e dentados ficam famosos no rosa ao sol poente - está Alpe di Siusi, uma paisagem de prados verdes ondulantes. É tão fora deste mundo que parece um set de filmagem. Siga o som dos sinos de vaca até a malga (fazenda na montanha), descubra a natureza em lungas caminhadas para concluir com um café da tarde com queijo e panquecas Kaiserschmarrn de produção caseira. No inverno, esta é uma das melhores áreas das Dolomitas para esquiadores intermediários;

Baci e Abbracci


“Alessandra, vive na Regiao do Piemonte, na Itália ha mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Un giorno a Milano. Um dia em Milão.
18/01/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Milão, foi a cidade onde eu cheguei, estudei, morei e trabalhei, e posso dizer que a-conheço muito bem. Adoro essa cidade.
Mas quando eu avistei Milão da janela do avião, achei horrível! Isso mesmo. 
Era o ano de 1994 e o aeroporto, como muitos, é fora da cidade, então avistei somente edifícios dos anos 70, que infelizmente naquela época em Milão, a construção não era direcionada à beleza e estética, mas somente quadrados para dar uma habitação as pessoas.

A cidade de Milão mudou muito nesses anos e hoje é a cidade mais cosmopolita da Itália.
Milão é uma cidade com bairros e belezas escondidas. Para conhecer a verdadeira beleza de Milão são necessários alguns anos, ou seja não é como Roma, que cada angulo você vê uma história, um filme... 

Eu começaria o meu dia, na Galleria Vittorio Emanuelle II, tomando uma café em um dos cafés no interno da galleria.
No Caffe Marchesi (de propriedade dos estilistas Dolce e Gabbana) entre chocolatinhos, doces que parecem joias, essa confeitaria faz parte da história de Milão. Desde 1824 deliciando os paladares dos milaneses.
Mas o meu café preferido é no Camparino. E' famoso pela sua história e pelo seu drink desde 1915. Os garçons vestidos de paletó branco e gravatas borboletas pretas... um estilo inconfundível para essa incrível cidade, onde a moda conta muito mais do que você possa imaginar.

Depois do café, um giro na Galleria. E como em todas as cidades, aqui também existe uma tradição. Ao passar na Galleria é obrigatório
rodar três vezes em si mesmo com o calcanhar do pé direito plantado em correspondência dos genitais do touro retratado em mosaico no chão do octógono da galeria. O gesto foi originalmente concebido como um desprezo para a cidade de Torino, em cujo brasão de armas o touro é retratado, e depois espalhado simplesmente como um rito supersticioso para trazer sorte... nunca se sabe:-).

Prosseguindo a Galleria, no fim dela encontraria a estátua de Leonardo da Vinci na frente do Teatro Scala. Leonardo da Vinci viveu 20 anos em Milão e uma das suas obras mais famosas, A última ceia, encontra-se no refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie.
Deveria ser obrigatória essa visita, para todos que chegam em Milão. Mas isso eu deixo a você decidir. Para visitar essa beleza, a fila de agendamento é de 1 a 2 meses. Como eu sempre digo, viajar é planejar.

Voltando ao nosso passeio, é hora de visitar o Duomo di Milano, ou seja a catedral da cidade. A sua construção durou mais de 500 anos. Existem 3.400 estátuas dentro e fora da catedral. E aqui também existe uma superstição... Na porta de entrada principal da catedral, onde a figura de Jesus é flagelado, mãos e mãos passam por ali por um rito supersticioso...para trazer sorte, mas parece que ninguém sabe ao certo por que realizam aquele ritual...coisas que acontecem...

Para a construção dessa magnifica catedral foram convidados Arquitetos de toda a Europa (+- 78 arquitetos ao todo) envolvendo milhares de escultores e trabalhadores qualificados. A sua beleza começa embaixo para concluir-se no teto, uma vista fantástica de toda a cidade.

Depois dessa vista, eu conselho pegar um trem, ou seja, um bondinho e ir para a área mais moderna da cidade. Locomover-se com o bondinho te dá a possibilidade de ver um pouco mais da cidade e sentir a atmosfera dessa cidade incrível.


Chegamos na Piazza Gae Aulenti (2012) dedicada ao famoso arquiteto italiano, a Piazza Gae Aulenti é o epicentro da área mais moderna de Milão. Essa área verde foi construída dando um novo ponto de encontro para as pessoas. Aqui se encontram lojas de famosos estilistas, livrarias, bares e restaurantes. A praça é cercada por vários edifícios verdadeiramente incríveis. O mais impressionante é o complexo da Torre Unicredit, com o arranha-céu mais alto da Itália (231 metros de altura). Um dos edifícios que mais chama a atenção dos visitantes é o Il Bosco Verticale, um complexo arquitetônico composto por duas torres cobertas por 2.000 espécies de plantas.

Deixando a praça Gae Aulenti para traz, se pode acessar a rua "Corso Como". Um daqueles endereços, que não se pode deixar de visitar. Bares, restaurantes e lojas completam o panorama dessa rua super. charmosa.
E porque não terminar o dia com um aperitivo em um dos endereço mais quentes da cidade? A cobertura (rooftop) do 10 Corso Como, um verdadeiro espaço de maravilhas para os amantes da moda, design e cultura contemporânea. Projetado pelo artista americano Kris Ruhs e inaugurado em 1990 por Carla Sozzani em um edifício histórico do que costumava ser um bairro dilapidado, longe das glórias e da vida noturna de hoje, o 10 Corso Como é um espaço multifacetado que culmina em seu topo com um telhado jardim capaz de concentrar em si as mais variadas formas de beleza. E a beleza a gente sabe, faz bem!

Baci e abbracci.
Alessandra

 

“Alessandra, vive na Regiao do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália."

Os melhores albergues da Itália
07/01/2021   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Viajei em diversas maneiras, seja à procura de economia ou a procura de conforto. Com o passar do tempo e de anos de viagens os objetivos mudam e o conforto e aconchego tornam-se essenciais.

Dormir barato na Itália, não é uma empresa fácil, mas confirmo que os albergues “Hostel” mudaram muito, aumentando de qualidade e design. Porém, é importante sempre antes de partir, decidir que viagem você está a procura?
Viagem econômica? Viagem com conforto? Viagem gastronômica? Viagem Glamour? Viagem aventurosa?
O segredo está no planejamento.

Para quem está à procura de economia hospedar-se em albergues é uma ótima solução, mas não é uma experiência para todos. Talvez, possa ser uma ideia, em um roteiro de 10 dias, hospedar-se dois dias em um albergue e os outros dias no conforto. Talvez?! Ou colocar a mochila nas costas e partir.

A minha lista dos melhores albergues para hospedar-se na Itália

  • Roma - Yellow Square Não apenas um lugar para descansar, mas um verdadeiro ponto de encontro e entretenimento, onde você pode fazer ioga pela manhã, assistir a concertos internacionais de música ou participar de uma aula de culinária. Tudo em um ambiente minimalista estudado detalhadamente.
  • Milano - E’ uma start up no mundo da “smart” hospitalidade. Um novo modo de hospedar-se sem recepção ou serviços que encarecem a tua estadia. Ostelzzz é o primeiro hotel cápsula de Milão, conceito que nasceu nas grandes metrópoles japonesas e só chegou à Itália há alguns anos e que oferece espaços mínimos mas confortáveis.
    Esplendido também é o Hostel - This is combo não somente para dormir, mas para conhecer esse espaço em um dos pontos mais charmosos de Milão, o Naviglio. Encontra-se também nas cidades de Torino e Venezia.
  • Torino - Encontra-se nas proximidades do centro da cidade. Ótima escolha esse Hostel Green
  • Verona - Conhecida como a pequena Roma, essa cidade que eu amo tem uma otima opção para hospedar-se barato mas com estilo: StravaganteHostel
  • Bologna - Os quartos e ambientes são minimalistas e coloridos e nada é deixado ao acaso.
    We Bologna
  • Firenze - Nesse Hostel tem uma área dedicada completamente para as mulheres, ótimo para quem está no início desse tipo de hospedagem. Hostel Gallo d’oro
  • Sardegna - Na cidade de Cagliari , um valido Hostel - Hotel Sardinia
  • Matera - Basilicata - A cidade das pedras também oferece uma ótima solução para hospedar-se gastando pouco: Ostello dei Sassi e a poucos km de distância https://www.hosteliltetto.com/

Algumas “regras não escritas” para uma fácil adaptação em compartilhar quartos e espaços com pessoas desconhecidas:

1.    Apresente-se aos seus colegas de quarto

2.    Seja amigável e educado

3.    Se você quer dormir em um albergue, não se isole

4.    Mantenha suas coisas em ordem

5.    Confie, mas não muito

6.    Não incomodar os outros é uma regra de ouro se você quiser dormir em um albergue

7.    Se você usa espaços comuns, limpe

8.    Ter a mente aberta é essencial se você quiser dormir em um albergue

9.    Respeite as regras e horários

10. Objetos de valores bem guardados


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

“A Natale con i tuoi, capodanno con chi vuoi” No Natal com os parentes, ano novo com quem quiser.
16/12/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

A diferença entre Norte e Sul da Itália, você poderá notar sobretudo no período do Natal. 


Da cidade de Trieste (extremo norte da Itália) a Lecce (extremo sul da Itália), incluindo as ilhas, nas famílias do norte, a localização, onde passar o Natal, se alterna, em casa com os avós ou parentes (meus ou seus?) por um total, no máximo de 8/10 pessoas à mesa. No norte, o meu parente não é seu parente….

Já no Sul, é revisada a árvore genealógica até o terceiro grau de parentesco. Em alguns casos, a teoria dos seis graus de separação não é suficiente para traçar as ligações entre todos os convidados. Moral: nunca menos de 20 lugares e "X" lugares adicionados à mesa. Amigos de amigos que são incluídos, um pouco como na minha casa no Brasil :-).

A diferença está em: festejar o 24 ou o 25? A principal diferença entre o norte e o sul é a data. E sim, porque se de Florença para cima (km mais, km menos) as celebrações do Natal se concentram no almoço do dia 25, de Roma para baixo, a festa começa com a ceia de Natal, dia 24. 

No sul da Itália, inicia no final da tarde do dia 24, para esperar o nascimento do menino Jesus entre frituras mistas, uma profusão de cardápios de peixes e frutas secas, vinhos, espumantes, e então cartelas de bingo até o amanhecer .... volta à mesa para o almoço no dia 25, onde os pratos nunca passam de 6 e certamente não leves.

No Norte da Itália, a celebração é no dia 25. No dia 24 se gira pelas casas de amigos e parentes para cumprimentar desejando boas festas com trocas de presentes ou cestos de guloseimas. O cardápio do dia 25 no norte (e também em grande parte do centro) é dedicado principalmente a aperitivos, incluindo patê, salada russa caseira, legumes e geleias em conserva, camarões com molho rosa e, em seguida, passe um primeiro prato quente com agnolotti del Plin, casoncelli ou cappelletti em caldo, carnes variadas cozidas com molho verde, frutos secos e panetone ou pandoro.

Existe um outro ditado italiano, que nos prepara para novas viagens e descobertas: Paese che vai, usanza che trovi” (onde for, encontrará novos costumes)

Essa é a beleza de partir à descoberta de novos lugares e novos costumes.

 

Buon Natale da Norte a Sud.
Alessandra

 


 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.

1 2 3