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Categoria: Cultura
“A Natale con i tuoi, capodanno con chi vuoi” No Natal com os parentes, ano novo com quem quiser.
16/12/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

A diferença entre Norte e Sul da Itália, você poderá notar sobretudo no período do Natal. 


Da cidade de Trieste (extremo norte da Itália) a Lecce (extremo sul da Itália), incluindo as ilhas, nas famílias do norte, a localização, onde passar o Natal, se alterna, em casa com os avós ou parentes (meus ou seus?) por um total, no máximo de 8/10 pessoas à mesa. No norte, o meu parente não é seu parente….

Já no Sul, é revisada a árvore genealógica até o terceiro grau de parentesco. Em alguns casos, a teoria dos seis graus de separação não é suficiente para traçar as ligações entre todos os convidados. Moral: nunca menos de 20 lugares e "X" lugares adicionados à mesa. Amigos de amigos que são incluídos, um pouco como na minha casa no Brasil :-).

A diferença está em: festejar o 24 ou o 25? A principal diferença entre o norte e o sul é a data. E sim, porque se de Florença para cima (km mais, km menos) as celebrações do Natal se concentram no almoço do dia 25, de Roma para baixo, a festa começa com a ceia de Natal, dia 24. 

No sul da Itália, inicia no final da tarde do dia 24, para esperar o nascimento do menino Jesus entre frituras mistas, uma profusão de cardápios de peixes e frutas secas, vinhos, espumantes, e então cartelas de bingo até o amanhecer .... volta à mesa para o almoço no dia 25, onde os pratos nunca passam de 6 e certamente não leves.

No Norte da Itália, a celebração é no dia 25. No dia 24 se gira pelas casas de amigos e parentes para cumprimentar desejando boas festas com trocas de presentes ou cestos de guloseimas. O cardápio do dia 25 no norte (e também em grande parte do centro) é dedicado principalmente a aperitivos, incluindo patê, salada russa caseira, legumes e geleias em conserva, camarões com molho rosa e, em seguida, passe um primeiro prato quente com agnolotti del Plin, casoncelli ou cappelletti em caldo, carnes variadas cozidas com molho verde, frutos secos e panetone ou pandoro.

Existe um outro ditado italiano, que nos prepara para novas viagens e descobertas: Paese che vai, usanza che trovi” (onde for, encontrará novos costumes)

Essa é a beleza de partir à descoberta de novos lugares e novos costumes.

 

Buon Natale da Norte a Sud.
Alessandra

 


 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.

Sicília, arrivederci!
01/12/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

A Sicília é um daqueles lugares que fica para sempre...

Aqueles que optam por visitar a Sicília geralmente ficam maravilhados com a rica história desta pequena ilha. Alguns dos melhores sítios arqueológicos gregos podem ser encontrados na Sicília, bem como catacumbas, aquedutos, esplêndidos mosaicos bizantinos e magnífica arquitetura árabe normanda. Seu coração foi liberado pelos gregos para criar campos aráveis; na verdade, por muito tempo era a casa pobre da Europa Ocidental...e por muito tempo "desconhecida" pela sociedade atual. Para vivenciar a Sicília na pele você tem que se dissociar de seu caráter moderno e explorar cada uma das diferentes culturas presentes na ilha, pois ela é vista como uma joia preciosa no Mediterrâneo. E' necessário entrar na sua rica história para aprender o que a Sicília é para a Itália e para a Europa.

Hoje, os mapas mostram a Sicília como uma ilha flutuante triangular na ponta da península em forma de bota. No entanto, para conhecer a Sicília, você precisa de um grande mapa, para entender sua posição estratégica para todo o continente europeu e, em particular, para a Grécia a leste, para a Espanha a oeste, e para o norte da África ao sul, bem como para a Itália ao norte. Banhado por três mares, e com um clima ideal, a paisagem variada e fértil onde você pode dirigir de picos cobertos de neve a laranjais deslumbrantes da costa em apenas algumas horas, é fácil ver porque a Sicília tem sido irresistível para seus vizinhos em todo o seu colonizada por gregos, romanos, cartagineses, sarracenos, normandos, suábios, franceses e espanhóis, cada nova população encontrou uma forma de se beneficiar da riqueza da ilha, e cada uma deixou sua marca distintiva, nas cidades, no campo, no língua e na cozinha. A Sicília é uma verdadeira encruzilhada de uma miríade de culturas diferentes, diferente de qualquer outro lugar da Europa.

Estive na Sicília três vezes e voltaria mais 5, 10 vezes, aliás eu gostaria de viver um ano na Sicília somente para descobri-la... e quem não queria? :-)

Nossa última viagem, à essa linda Ilha, foi para descobrir o charmoso vilarejo chamado Marzamemi!
Da cidade de Milão com duas horas de voo até a cidade de Catania e depois carro para girar alguns dos esplendidos lugares da Sicília.

A cidade de Catania nasce em 729 a.C. e até o século V foi governada pelos gregos. Foi destruída e reconstruída a causa da erupção do vulcão Etna e não é estranho notar a cor preta das pedras de lavas na presente arquitetura histórica. O barroco, define todo o centro histórico da cidade de Catania e em 2002, o centro da cidade foi declarado Patrimônio Mundial do UNESCO.
O mercado do peixe é algo que não se pode perder e são as pessoas locais as verdadeiras obras de arte. Aqui é importante perder-se e seguir o fluxo das vozes, das ofertas, das cores deste lugar único.
A Sicília é uma viagem que oferece cultura, história, comida, vinho, natura, mar azul, e parque "Vendicari Oasi Faunistica", é a demonstração da riqueza naturalística da ilha. A Riserva Vendicari é um paraíso de vegetação rustica e ideal para praticar bird watching, onde poder admirar flamingos, garças, cegonhas que param aqui antes de chegar aos destinos migratórios finais.
Mas não é tudo, pois na Riserva Vendicari, encontra-se a "Tonnara" (onde o atum era transformado para a venda - atum=tonno) não mais em uso, mas a caça ao atum é a História siciliana.
A pesca do atum e a sua transformação, graças ao uso do sal, era um grande negócio para os gregos e os romanos, mas com os árabes, comerciantes especializados em navegação, a pesca expandiu-se. O processo de industrialização evoluiu até o século XIX, com grandes estruturas capazes de empregar centenas de pessoas.

Hoje a pesca do atum vermelho tem um período de abertura e encerramento bem definido por lei, cada técnica de pesca tem o seu período de execução e regulamentos específicos, que visam a salvaguarda dos mares e dos peixes.

Prosseguindo a estrada, encontra-se Marzamemi, pequeno vilarejo de pescadores de atum do ano 1600, onde se resume o conceito da "dolce vita". Aqui o tempo não existe e este forte contrasto das antigas casas dos pescadores (hoje restaurantinhos e lojinhas) com o azul do céu e do mar são perfeito para degustar um copo de vinho junto as delicias culinárias sicilianas.
Esse vilarejo foi redescoberto, a sua beleza era escondida dá um estacionamento de carros abandonados! Acreditem.
Marzamemi é como estar em um filme com todo o estile italiano, aconchegante, charmoso...e sem pressa.  (aliás muitos filmes foram filmados nessa localidade - "
Sud” filme do ano 1993 di Gabriele Salvadores, um dos mais famosos)

Mas a viagem continua e deixando o mar seguimos em direção ao Vale de Noto onde se encontram as cidades de Modica, Ragusa Ibla, Sicli, Noto, Siracusa, reconhecidas como Patrimônio Unesco no ano 2002. Aqui reina a beleza barroca, e são caracterizadas pelas pedras calcarias brancas, pelos edifícios e seus famosos balcões "barrigudos" com estatuas de sereias, monstros, línguas e águias. Passear pelas ruas destas cidades é poder admirar vários museus ao ar livre, acompanhado pelas cores e pelas belezas dos sicilianos.

E assim chegamos ao "arrivederci" a essa Ilha encantadora. Uma parada na cidade de Modica para descobrir o chocolate de Modica
. Foi graças ao domínio dos espanhóis no século XVI, que foi introduzido o processamento de chocolate na cidade de Modica, que na época era o maior e mais rico do Reino da Sicília, e hoje é um referimento de qualidade no mundo, o chocolate de Modica.

A Sicília é mágica.

Baci e Abbracci

Alessandra


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

Pronto! Con chi parlo?
05/11/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Uma das partes mais enriquecedoras de viajar é conhecer novos costumes.

Conhecer os costumes diferentes dos nossos faz com que a própria viagem se torne mais fácil e agradável. Aquilo que para nós é um simples "Oi" amigável, na Itália, é usado somente para cumprimentar amigos e parentes (e nem todos) usando o "Ciao".
Simples hábitos quotidianos, que muitas vezes damos por descontado, mas fazem parte da cultura de um pais e conhece-los reduz as distancias entre as pessoas.


O uso do telefone é um desses costumes. A primeira coisa que se nota pelas ruas na Itália è: O italiano adora um telefone! (eu constatei a diferença com a Espanha, França e Amsterdam).
Onde você olhar tem um italiano com um telefone na mão (e as vezes outro no bolso). Ele liga, pra dizer onde está, se está chegando em casa, se pegou trânsito, se está chovendo ou se vai sair sol. E’ uma ligação constante.


Na Itália, quando se liga para alguém, é você, o primeiro a identificar-se, ou seja:

-Buongiorno, sono Alessandra Nardin ( é importante dizer nome e sobrenome)
-Vorrei parlare con Renato Pausini ( é importante dizer nome e sobrenome, sobretudo se não é uma amigo ou parente)
(gostaria de falar com….)

E se você receber uma ligação?
A resposta è: - Pronto! 
Seja homem ou mulher se diz: Pronto!

Sara o interlocutor a identificar-se com nome e sobrenome, dizendo com quem gostaria de falar.

E’ muito importante dizer o nome e o sobrenome.


Através o nome e sobrenome, é possível intuir a proveniência. Na Região do Veneto a maioria dos sobrenomes terminam com "N", como Nardin, Visentin ("de Vicenza"), Trevisan ("de Treviso"), Pavan ("Paduan"), Furlan ("Friuliano"), Schiavon (cidade na província de Vicenza) , Trentin e Bressan; sobrenomes derivados de profissões como Marangon ("carpinteiro"), Ballarin ("dançarino", mais do que uma profissão neste caso é um apelido), Zanca ou Zanchetta ("
sciancato, zoppo" coxo) e Bordignon (talvez signifique "aquele que fiar a seda "); finalmente sobrenomes derivados de nomes pessoais: a maioria deriva de Giovanni e seus diminutivos (Zambon, Zanon, Zanin, Zanini, mas também Zanetti, Zampieri, Zanatta), mas também existem os Perin (de "Pietro / Piero"), Lorenzon, Berton, Martin, Baldan.

Quando se diz "Pronto" significa, simplesmente, "Estou pronto".
E o que isso tem a ver com atender o telefone? As origens desse hábito não são muito claras, mas uma explicação interessante é que nos primeiros anos do telefone, quando, para fazer uma ligação, era necessário passar por uma mesa telefônica e falar com uma operadora, para ligar você ao seu interlocutor.

Quando uma linha ficava disponível e a conversa podia ser iniciada, a operadora dizia que o collegamento é pronto, ou seja, “a linha está pronta”. Com o tempo, o uso da palavra “pronto” se estendeu apenas para atender o telefone em geral. 


Os italianos, às vezes, não dizem simplesmente "pronto", mas adicionam um peremptório "chi parla" ou "con chi parlo", que significa "com quem estou falando?" Tudo esse costume certamente com o uso do celular onde se reconhece o número de quem está ligando elimina a pergunta “con chi parlo”, mas ainda hoje (sobretudo) quando não há intimidade com o interlocutor se respeita os bons costumes introduzindo-se dizendo nome e sobrenome. 


Quem avisa, amigo é! :-)

 

Baci e Abbracci

 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália ha mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Viajar sem sair de casa
31/10/2020   Turismo Livros Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Viajar é necessário porquê conhecemos culturas diferentes, Viajar é necessário porquê nos tornamos mais tolerantes, Viajar é necessário porquê reduzimos a distância entre o diferente e aquilo que achamos normal. Viajar è necessário porquê nos tornamos pessoas melhores. Viajar estimula a curiosidade por outras línguas e culturas e enriquece a formação cultural, ajuda a crescer.


Uma boa viagem começa sempre de casa! Desde a escolha do destino, passando pelo planejamento das etapas até os museus, para descobrir culturas antigas e novas receitas. Preparando-se e planejando estaremos mais prontos para partir quando será possível.

E hoje, a facilidade de locomover-se é evidente. Podemos viajar através tours virtuais, entrando em museus, castelos, e até ir em lugares distantes sem sair de casa.


Os livros foram os primeiros meios a darem essa grande possibilidade, viajar sem sair de casa. O livro pode ser um companheiro de viagem ou, talvez, a própria viagem. Pode fazer você ver lugares nunca vistos ou inexistentes e ao mesmo tempo fazer você acreditar que tudo é alcançável, tudo é possível. 

Deixo a minha lista de livros, que possa ser de inspirações para futuras viagens ou mesmo um bom companheiro de viagem sentado comodamente em um sofá.

Ler um livro è como viver mil vidas em uma ou, como disse Umberto Eco, "estar presente quando Caim matou Abel”


Uma Educação de Tara Westover 

A sua sede de conhecimento haveria de a levar das montanhas do Idaho até outros continentes, a cruzar os mares e os céus, acabando em Cambridge e Harvard. Só então se perguntou se tinha ido demasiado longe. Se ainda podia voltar a casa.


Sou Um Crime de Trevor Noah
Nascer e crescer no apartheid

“Sou Um Crime” conta a vida deste rapaz, que se sentia desconfortável nas zonas dos brancos e nos subúrbios dos negros, que aos sete anos teve de saltar de um carro em andamento para não morrer, que tinha de fingir não conhecer o pai, que cresceu num regime opressor e viveu os tumultuosos primeiros anos de liberdade do seu país, e que passou ao lado de um destino de pobreza e discriminação apenas por ter uma mãe rebelde, teimosa e exigente - uma mãe que é, no fundo, a grande homenageada deste livro simultaneamente comovente e divertido.


Viagem a Portugal de José Saramago 

É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite... É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos».


Sede de Viver de J.R. Moehringer

A figura nuclear deste romance autobiográfico é um bar em Long Island, onde o jovem J. R. encontrou um sucedâneo da figura do pai ausente. Durante a sua infância e adolescência, o autor testemunha a interação diária de todo o tipo de homens - soldados, jogadores, polícias, advogados, vagabundos - que falam de tudo, desde basquetebol, história ou livros, até sexo e relacionamentos. E embora as conversas se inflamem com o álcool, é lá que Moehringer aprende sobre a vida e encontra modelos para formar a sua própria masculinidade, assim como um extraordinário sentido de amor e comunidade. É lá que voltará depois, já adulto, para se retemperar das duras batalhas da vida.


A Pérola que Partiu a Concha de Nadia Hashimi - Tradução: Maria das Mercês Peixoto 

Cabul, 2007. com um pai toxicodependente e sem um único irmão, Rahima e as irmãs só podem frequentar a escola esporadicamente e mal lhes é permitido sair de casa.

A Rahima, resta a esperança proporcionada pela bacha posh, uma prática antiga através da qual as raparigas podem ser tratadas como rapazes, e adotar o seu comportamento, até terem idade para casar. Como filho, ela pode ir à escola, ao mercado e sair à rua para acompanhar as irmãs mais velhas. Rahima não é a primeira da família a seguir esta prática pouco comum.


Viajar. Eu Preciso! de Mayke Moraes
Quem nunca sonhou em viver a vida sem destino? Viajar, desfrutando da liberdade de poder estar onde e com quem quisesse a cada instante, procurando extrair o máximo de cada dia? Para Mayke Moraes, este sonho era uma promessa de vida que precisava ser cumprida. Inquieto, encontrou a paz na turbulência de cada canto do mundo que visitava, com suas cores, cheiros e expressões únicas.



Lugares Distantes. Como Viajar Pode Mudar o Mundo de Andrew Solomon 

Andrew Solomon — um dos pensadores mais originais de nossa época — reúne neste livro escritos sobre lugares que passaram por abalos sísmicos culturais, políticos ou espirituais. Passando por lugares tão diversos quanto África do Sul, Brasil, China, Romênia, Ilhas Salomão, Equador, Taiwan, Mongólia, Antártica e Líbia — foram sete continentes e 83 países —, esta coletânea traz uma janela única sobre a própria ideia de transformação social, vista sobretudo pelos olhos das pessoas comuns.


 Sob o sol da Toscana de Francis Mayes

Para quem viu o filme, o livro é bem melhor (como sempre, né). Ele conta a história de um casal que foram morar numa vila na Toscana e descobrir os prazeres dessa região da Itália – serve de inspiração para um sabático e a descobrir o dolce far niente e também ajuda a elaborar um roteiro pelas vilinhas dali. Uma delícia ler os relatos sobre as paisagens locais.


A arte de viajar. de Alain de Botton
Em A Arte de Viajar, Alain de Botton fala dos prazeres e desilusões de viajar. Tratando, entre outras coisas, de aeroportos, tapetes exóticos, romances de férias e minibares de hotel, este livro cheio de humor,
surpreendente e provocador, revela as motivações escondidas, expectativas e complicações das nossas viagens por esse mundo fora.


Um ano na Provence (Provence é a região da França, famosa pelas plantações de lavanda) .de Peter Mayl

Para O autor e sua esposa foram para um dos destinos mais inspiradores do mundo em busca de um sonho. No premiado livro, o ex-publicitário inglês narra as descobertas e surpresas da rotina numa casa rural no sul da França, passando pela gastronomia, a cultura e a adaptação aos hábitos interioranos.


O Mundo, Modo de Usar de Nicolas Bouvier 

Sem saber o que o esperava, e com o único objetivo de responder a um desejo incontrolável de ter mais mundo, o jovem Nicolas Bouvier, com apenas 24 anos, decidiu pegar no seu Fiat 500 «Topolino», pôr o amigo-artista Thierry Vernet no lugar do pendura e partir de Genebra rumo a Cabul com muito pouco dinheiro no bolso. 


Vale un viaggio. Altre 101 meraviglie d'Italia da scoprire. Ediz. illustrata (Italiano) de Beba Marsano 

Aqui está um livro que reúne, classificados por região, 101 dessas maravilhas. 101 experiências excepcionais, verdadeiras descobertas, para o leitor-visitante italiano e estrangeiro. Quatro páginas são reservadas para cada tema ao final do qual o autor aponta um hotel de charme e um restaurante qualificado para completar uma jornada de total satisfação.


Viagem na Itália. de Johann Wolfgang von Goethe.

“Conheces a terra dos limões em flor, / onde brilham laranjas douradas entre as folhas escuras, / talvez a conheces?”. Em 1786, Goethe, de 37 anos, finalmente realizou seu grande sonho: viajar por toda a Itália, um destino amado e uma terra rica em beleza. Os dois anos de sua estada na Itália serão os mais felizes de sua vida para Goethe. Bem como um momento criativo muito produtivo, contado pela primeira vez (mas apenas em parte) em 1816, quase trinta anos após a grande turnê no belo país. A edição de hoje é a coleção completa de cartas, notas, imagens e memórias de um artista imortal, capaz de nos mostrar uma Itália que surpreende a cada esquina.

 


Nem Aqui, Nem Ali. de Bill Bryson

A Europa, de Estocolmo a Istambul

"Fiquei fascinado como os europeus podiam ser tão parecidos enquanto permaneciam tão eternamente e surpreendentemente diferentes." Apreciado por seu forte senso de humor, Bill Bryson escreve sobre sua viagem à Europa, de norte a sul, relatando os sentimentos e emoções vividos quando jovem. 

 


E as Montanhas Ecoaram. de Khaled Hosseini - Tradução: Alberto Gomes e Manuel Alberto Vieira 

1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família.


 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

A procura de castelos na Itália
23/10/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Uma grande concentração de castelos encontra-se aqui, onde eu moro, no Monferrato, Piemonte.

Ninguém fica indiferente à vista de um castelo, todos nós (digo por mim e por aqueles com a minha mesma idade, 49.) Crescemos com histórias de castelos e príncipes, não é? No fundo, talvez, todos ainda procuram o conto de fadas, que dure um dia, uma semana, pois todos somos interessados ao final feliz.

 

Pois é, parece incrível, mas é aqui, no Monferrato, na Região do Piemonte, onde se concentra mais castelos e quase todos os município o, preservam um ou mais castelos ou pelo menos vestígios, uma torre, uma ruína do feudo que o dominava. Salvo algumas exceções, pode dizer-se que o início de uma fortificação generalizada no território da atual província de Asti data do final do século IX, ou seja, da época das invasões dos húngaros e sarracenos.

No entanto, a vida dos castelos de Monferrato não foi fácil ao longo dos séculos, primeiro devido às contínuas lutas na Idade Média entre o Município de Asti e o Marquesado de Monferrato e, posteriormente, entre os séculos XVI e XVII, devido às guerras de sucessão ao marquesado que viu no território os ataques dos exércitos espanhol e francês durante os quais alguns castelos foram completamente destruídos. Os que sobreviveram, após a pacificação de Monferrato no início dos anos 1700, perderam sua função defensiva, foram transformados em elegantes residências de campo.

 

Conheça alguns dos Castelos presente no territorio do Monferrato, no Piemonte:

Rocca Grimalda http://www.castelloroccagrimalda.it/
Orsara Bormida http://www.orsara.com/sito/
Castello di Tagliolo https://www.castelloditagliolo.it/home/
CastelloTrisobbi https://www.castelloditrisobbio.it/it-it/photos
Castello dei Paleologi
, austero espelho dos acontecimentos de Monferrato e das amargas disputas pelo controle desta fértil faixa do Piemonte, caracterizada pelo "arroz" e "vinho" (grignolino e barbera)
Castello di Tassarolo https://www.castelloditassarolo.it/
Castello di San Giorgio Monferrato
, construído para bloquear a onda sarracena que ameaçava o Piemonte no século 10, em feudo em 1152 por Federico Barbarossa. https://www.castellodisangiorgiomonferrato.com/
Castello di Camino, conhecido por seus salões com afrescos, pátios antigos e parque, hoje é um cenário suntuoso para cerimônias e encontros culturais, bem como para cinema e publicidade.
Castello di Frassinello Monferrato http://www.castellodifrassinello.it/
Castello di Uviglie
em Rosignano Monferrato http://www.castellodiuviglie.com/
Castello di Gabiano
http://castellodigabiano.com/it/
Castello di Morsasco https://www.castellodimorsasco.it/
Castello di Piovera http://castellodipiovera.it/
Castello di Redabue
http://www.redabue.it/é
Castello di Razzano https://www.castellodirazzano.it/
Castello di Sannazzaro https://www.castellosannazzaro.it/

Agora é só esperar o príncipe ou a princesa aparecer :-) e fazer as malas...

 

Baci e abbracci 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

Cultura e Turismo de Itatiba fomentam a cidade
08/04/2020   Cultura
 Postado por:   QRevista
Desde a certificação de Itatiba como município de interesse turístico (MIT), uma série de ações passaram a acontecer em nossa cidade, movimentando a economia e gerando novas oportunidades.

Em pouco tempo, a Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Itatiba mostrou grandes avanços que melhoraram a identidade cultural e turística da cidade. O que temos visto, desde então, é um trabalho bastante sério e comprometido por parte da municipalidade em desenvolver ações específicas, estudos de viabilidade, diálogos e parcerias com especialistas, resultando em um grande plano de trabalho.
À frente dos trabalhos e da gestão da Cultura e Turismo está o Secretário Washington Bortolossi, que também participa ativamente como membro do CONDEPACHTI e do COMTUR.

“Elaborar um Plano Diretor para o Turismo de Itatiba, para então pleitear o reconhecimento como MIT, e através disso buscar recursos e propor iniciativas para desenvolver o turismo local, foi um grande desafio. Da mesma forma, tínhamos a necessidade de nos fortalecer diante de nossa cultura, resgatar valores, preservar nossas tradições, propor iniciativas e criar oportunidades. Foi assim que aceitei o convite do Prefeito Douglas Augusto para responder por essa pasta”, diz Washington.

Do trabalho desenvolvido, cursos e capacitações vêm sendo oferecidos aos interessados através do Programa para Desenvolvimento do Turismo em Itatiba, que fomenta a potencialidade turística de Itatiba, com destaque para os Workshops, tais como Governança no Turismo, Planejamento Estratégico para o Turismo Local e Regional, Metodologia de Projetos e Marketing Turístico – Marca e Promoção, e nossa reafirmação com potencial desenvolvimento do turismo rural e consolidação como cidade dos grandes casamentos.

Segundo Washington, vem muito mais por aí. “A equipe de servidores municipais está trabalhando continuamente junto ao Conselho Municipal de Turismo (COMTUR Itatiba), e pretende anunciar em breve as novas ações diante das conquistas perante os projetos apresentados e aprovados pelo Governo do Estado de São Paulo, o qual viabilizará recursos financeiros para investimentos na cidade, com grande destaque aos investimentos no Parque da Juventude - Luiz Latorre”, afirma.

A Secretaria também é responsável pelos projetos e iniciativas culturais no município, como o Museu, Biblioteca, Arquivo Público, Conservatório, e responsável pela gestão dos Parques da Juventude - Luiz Latorre e Linear - Antônio Fattori.

O cenário artístico e cultural permite cada vez mais o acesso de novos talentos e incentiva os iniciantes. Seja através da participação nas grandes festividades da cidade, ou em eventos menores, o artista local sente-se valorizado, podendo mostrar seus trabalhos nos mais variados segmentos.

Dentre as principais atividades realizadas destaca-se o aumento do número de vagas para que nossas crianças, jovens e agora adultos possam cursar as mais diversas oficinas musicais e aulas de ballet, além de oficinas de pintura e desenho, cursos inovadores propostos pela atual gestão.

Ainda com o objetivo de preservar nossa história, iniciamos um processo de revitalização de prédios históricos, contemplando, numa primeira fase, o Solar Ferraz Costa e Conservatório.

"Aproveito o espaço para agradecer a cada servidor público com o qual tive o privilégio de trabalhar, pois com muita força de vontade, comprometimento e dedicação deram uma nova identidade ao turismo e à cultura da cidade. Agradeço ao prefeito pela oportunidade de estar à frente desses trabalhos neste período. Tenho certeza de que demos o nosso melhor, diz Washington".

A cultura e o turismo são ferramentas extremamente importantes como a educação e merecem investimentos, pois podem ser utilizados para buscar o desenvolvimento econômico, tanto no mercado de trabalho como na geração de renda.

Itatiba está atenta às oportunidades, dedicada àquilo que é momento no Estado e no país, e dessa forma entendemos estar no caminho certo, afinal, quem não valoriza e respeita o seu passado e sua história está fadado a não ter futuro.

O jornalismo em que você confia depende de você. Colabore com a independência da Q Revista doando qualquer valor. Acesse:  https://apoia.se/qrevista
Os primeiros tempos
07/04/2020   Agricultura Cultura Saúde, Beleza & Bem-Estar
 Postado por:   QRevista

Itatiba: das muitas pedras à Princesa da Colina

A Equipe da Q Revista teve a oportunidade de conhecer a história da Santa Casa de perto, e como informação para a Q é muito importante, pedimos autorização de mostrar para você leitor como a Santa Casa de Itatiba começou. Mas antes disso, precisamos contar um pouco da história de Itatiba.

por Mari de Almeida / Q Revista

A fundação de Itatiba é, no mínimo, curiosa. No final do século 18, fugitivos das cidades de Atibaia e Piracaia (antiga Santo Antônio da Cachoeira), entraram mata adentro, descendo o Rio Atibaia. 

Para não serem presos pelas escoltas, embrenharam-se no sertão, criando uma pequena comunidade. As terras eram férteis, próprias para o plantio, fato que atraiu outras famílias.

Um dos primeiros a chegar por aqui foi Antônio Rodrigues da Silva, o Sargentão. Não veio sozinho: trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora do Belém. Em louvor a ela, ergueu uma pequena capela, em 1814, onde hoje é o bairro do Cruzeiro.

Em 1839, D. Pedro I decretou que o povoado se tornasse uma Freguesia - a Freguesia de Nossa Senhora do Belém - que caminhava a passos largos para, em 1857, passar à condição de Vila, recebendo o nome de Vila Belém de Jundiaí. 

Dezenove anos depois, a Vila foi promovida à cidade e, em 1877, recebeu o nome de Itatiba, o que na língua tupi significa “muita pedra”. 

Na segunda metade do século 19, Itatiba destacava-se como produtora de café. O consequente desenvolvimento econômico levou à construção da Companhia Itatibense de Estradas de Ferro para dar vazão à produção.

Afetada pelas crises do mercado cafeeiro, especialmente a de 1929, a cidade abriu espaço à implantação de outras indústrias, como as do ramo têxtil, de fósforos e de calçados.

Nos anos 60, com a instalação de fábricas moveleiras, voltadas ao estilo colonial, Itatiba viveu uma nova fase de expansão econômica e ganhou o título de “Capital Brasileira do Móvel Colonial”.

Hoje, compondo a Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 120 mil habitantes (Censo IBGE – 2020), a cidade comporta uma vasta diversificação econômica, especialmente após a instalação de um moderno Distrito Industrial. 

Na área da saúde, esse desenvolvimento também é perceptível, já que a metade da população possui recursos para filiar-se aos planos de saúde. Esse cenário viabiliza um maior investimento percapita aos assistidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Mesmo com esse cenário, em franco desenvolvimento, Itatiba não abandonou a agricultura – é a primeira produtora nacional da vagem. Também faz parte do Pólo Turístico do Circuito das Frutas, como produtora de caqui.

Além da beleza natural da cidade, construída no meio de colinas, o clima de Itatiba é um dos melhores do País. Tudo isso, somado à simpatia da população, atrai pessoas de várias regiões do Brasil, que fazem da “Princesa da Colina” o seu novo lar.

Aguarde a próxima matéria, pois contaremos como a Santa Casa iniciou em Itatiba. 

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Peregrinação: um ato de fé rumo a Aparecida
16/03/2020   Cultura Religião
 Postado por:   QRevista

Segundo o dicionário, peregrinação é a jornada a lugares santos ou de devoção. Porém, mais do que isso, é um ato de fé e alegria que diversos grupos católicos fazem rumo ao templo sagrado de Nossa Senhora Aparecida. Em Itatiba, esse ato acontece desde 2008 e, este ano, contou com 46 pessoas, entre caminhantes e apoio.

“A peregrinação é um ato de fé e caridade, onde muitas pessoas que fazem parte do nosso grupo fizeram promessas e querem cumpri-las. Já outros vão pelo amor e devoção a Nossa Senhora Aparecida”, afirma Luciana Marin Leite, peregrina do grupo de Itatiba. Ela também explica que o trajeto é feito pelas estradas de terra, passando pelas fazendas e pelo Vale da Mantiqueira, onde é possível refletir e orar diante a natureza.

A saída é de Itatiba, sempre na sexta-feira que antecede o dia 12, em que se comemora o dia da padroeira do Brasil. Depois, os peregrinos passam por Jarinu, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões e Piracaia, onde fazem a primeira parada para descanso. “No domingo seguimos destino a Joanópolis, fazemos o nosso segundo pouso e em seguida partimos rumo a São Francisco Xavier, onde dormimos mais uma noite. No próximo dia vamos para Monteiro Lobato, local que marca a metade da nossa peregrinação. Fazemos uma próxima parada em Tremembé e em seguida passamos por Pindamonhangaba para mais um descanso antes de chegar em Potim, última cidade antes do destino. Depois, logo cedo partimos rumo a Aparecida, onde dormimos para descansar e assistir à missa do sábado, antes de retornar para Itatiba” conta Luciana.

Ao longo dos 7 dias de peregrinação, a reza do terço é elemento sagrado todos os dias, assim como o momento de adoração com poesias, músicas e amor. Luciana conta que existem pessoas que estão no grupo desde o início e que estão de portas abertas para quem quiser participar nos anos seguintes. “Trabalhamos no esquema de lista de espera pois muitas pessoas querem participar do nosso grupo, então fizemos algumas regras. Por exemplo, quem participa desse ano de 2019, tem lugar garantido para 2020. Entretanto, nem todos estão disponíveis na data todos os anos, o que faz com que desistam e liberem vaga para outros que estão na nossa lista de espera”, diz.

Aos que querem participar desse ato de fé, Luciana afirma que são momentos únicos e mágicos, que trazem reflexões sobre a vida com seus altos e baixos e que quem participa uma vez sempre quer voltar.

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