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Categoria: Turismo
A Itália na mesa faz bem e alonga a vida.
21/11/2020   Turismo História Saúde, Beleza & Bem-Estar Gastronomia
 Postado por:   Alessandra Nardim

Foi descoberto pelo cientista americano Ancel Keys. Em 1962 ele com a esposa se transferiram no vilarejo chamado Pollica, na provincia di Salerno. Foram 20 anos de estudo e graças aos seus estudos ele conseguiu concretizar a teoria da importância da alimentação variada e do exercício físico, denominada Dieta Mediterrânea.

A Dieta Mediterrânea é um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e este mês festeja-se os seus 10 anos.
E desse reconhecimento se pode entender a importância da comida para um italiano. Faz parte da história e da cultura italiana existente há mais de 3000 anos.

As razões, conforme afirma um documento do Comitê Intergovernamental da Convenção, residem nos conhecimentos, práticas tradicionais e habilidades que passaram de geração em geração e que, ao longo do tempo, proporcionaram às comunidades por toda as costas marítimas uma sensação de pertencimento e continuidade. Como dizer: o Mediterrâneo é muito mais do que uma lista de alimentos. É, no mínimo, um estilo de vida em que o ato de comer juntos é a base de uma identidade cultural feita de criatividade, diálogo, hospitalidade. Mas também de respeito ao território e à biodiversidade.

A Dieta Mediterrânea é a única a ter esse reconhecimento no mundo. Tão alto o reconhecimento é devido a alguns de seus princípios, representando a melhor defesa contra muitas doenças.

Conhecer a origem do alimento é fundamental e faz parte do vocabulário italiano. Esse comportamento se observa na feira, à mesa e também nas conversações cotidianas.

E' normal em uma mesa de restaurante perguntar a origem de algum prato e muitas vezes já é descrito no menu. Quando vai à feira (e eu conselho a todos de ir à feira se fizer uma viagem a Itália) as indicações de origem estão descritas junto ao produto; exemplo: Pesca di Volpedo (Pêssego de Volpedo (vilarejo no Piemonte) - tipo de pêssego de grande tamanho, perfumado e de sabor inconfundível, Asparagi del Roero (Aspargo do Roero - Roero é um território do Piemonte e o seu terreno é muito argiloso, ótimo para a plantação do aspargo ), salame de Varzi (Varzi é um vilarejo na provincia de Pavia - e’ um dos melhores salames italianos), cipolle di Breme (cebolas de Breme, vilarejo no Piemonte - é uma variedade mais doce e da cor roxa), e assim vai.

Comer aqui não é somente para saciar-se, mas é conhecer a história de um produto, como se cozinha e quais são os benefícios para a própria saúde.

Se você estiver interessado em saber mais sobre o que alimentação pode fazer por você, eu indico o livro A Dieta da Longevidade de Valter Longo - para uma vida saudável até os 110 anos.


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Abandone as rotas italianas tradicionais
14/11/2020   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

E descubra a Itália autentica.

Existem mais de 5.308 pequenos vilarejos em risco de abandono. "72% dos mais de 8.000 municípios italianos têm menos de 5.000 habitantes. Uma Itália onde vivem 10 milhões e meio de cidadãos e que representa mais de 55% do território nacional, composta por áreas de valor naturalista, parques e áreas protegidas. Esses 5.835 vilarejos não só realizam um trabalho insubstituível de salvaguarda e cuidado do território, mas são portadoras de cultura, saberes e tradições, mas também forjas de experimentação e fatores de coesão social" (fonte: PlanetB)

Os Vilarejos italianos falam muito sobre o território, sobre as diferenças entre uma área e outra da Península, sobre os usos e costumes que cada região. Nos vilarejos é possível observar a história antiga permitindo-nos de "viver" como as pessoas viviam há séculos. Não é necessário guias turísticos - basta olhar.


Hoje te levo até o vilarejo na Região da Liguria chamado Cervo (se pronuncia: TChervo)

Com vista direta para o mar, o vilarejo é um dos meus lugares preferidos. Aqui o tempo parece ter parado: espremido entre o azul do mar e o verde das colinas, as suas casas medievais, os becos e arcos de pedra, as praças e os terraços desenham um cenário de contos de fadas, autêntico e vibrante, a percorrer. Apenas a pé e em completa calma. 


A pitoresca praça em frente à igreja de San Giovanni Battista, conhecida como "dei Corallini" construída entre os séculos XVII e XVIII graças às ofertas dos pescadores de coral. O adro em si é um lugar mágico, com uma acústica quase perfeita. Foi descoberto há mais de meio século por Sandor Vegh, o famoso violinista húngaro, que viu um grande potencial na característica fachada côncava da Igreja de San Giovanni e decidiu transformar a aldeia de Cervo no centro da Música de Câmara.

No verão a praça e toda a cidade, desde os antigos palácios, às igrejas, às pequenas e belas praças escondidas, transformam-se no palco do Festival Internacional de Música de Câmara, enquanto ao longo do ano a animada vila acolhe eventos culturais e mercados colori. Mesmo à mesa, Cervo sabe surpreender e conquistar. O peixe mais fresco é rei, acompanhado pela excelente Riviera di Ponente Vermentino DOC da Ligúria.

A presto e Baci!
Alessandra

 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

Pronto! Con chi parlo?
05/11/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Uma das partes mais enriquecedoras de viajar é conhecer novos costumes.

Conhecer os costumes diferentes dos nossos faz com que a própria viagem se torne mais fácil e agradável. Aquilo que para nós é um simples "Oi" amigável, na Itália, é usado somente para cumprimentar amigos e parentes (e nem todos) usando o "Ciao".
Simples hábitos quotidianos, que muitas vezes damos por descontado, mas fazem parte da cultura de um pais e conhece-los reduz as distancias entre as pessoas.


O uso do telefone é um desses costumes. A primeira coisa que se nota pelas ruas na Itália è: O italiano adora um telefone! (eu constatei a diferença com a Espanha, França e Amsterdam).
Onde você olhar tem um italiano com um telefone na mão (e as vezes outro no bolso). Ele liga, pra dizer onde está, se está chegando em casa, se pegou trânsito, se está chovendo ou se vai sair sol. E’ uma ligação constante.


Na Itália, quando se liga para alguém, é você, o primeiro a identificar-se, ou seja:

-Buongiorno, sono Alessandra Nardin ( é importante dizer nome e sobrenome)
-Vorrei parlare con Renato Pausini ( é importante dizer nome e sobrenome, sobretudo se não é uma amigo ou parente)
(gostaria de falar com….)

E se você receber uma ligação?
A resposta è: - Pronto! 
Seja homem ou mulher se diz: Pronto!

Sara o interlocutor a identificar-se com nome e sobrenome, dizendo com quem gostaria de falar.

E’ muito importante dizer o nome e o sobrenome.


Através o nome e sobrenome, é possível intuir a proveniência. Na Região do Veneto a maioria dos sobrenomes terminam com "N", como Nardin, Visentin ("de Vicenza"), Trevisan ("de Treviso"), Pavan ("Paduan"), Furlan ("Friuliano"), Schiavon (cidade na província de Vicenza) , Trentin e Bressan; sobrenomes derivados de profissões como Marangon ("carpinteiro"), Ballarin ("dançarino", mais do que uma profissão neste caso é um apelido), Zanca ou Zanchetta ("
sciancato, zoppo" coxo) e Bordignon (talvez signifique "aquele que fiar a seda "); finalmente sobrenomes derivados de nomes pessoais: a maioria deriva de Giovanni e seus diminutivos (Zambon, Zanon, Zanin, Zanini, mas também Zanetti, Zampieri, Zanatta), mas também existem os Perin (de "Pietro / Piero"), Lorenzon, Berton, Martin, Baldan.

Quando se diz "Pronto" significa, simplesmente, "Estou pronto".
E o que isso tem a ver com atender o telefone? As origens desse hábito não são muito claras, mas uma explicação interessante é que nos primeiros anos do telefone, quando, para fazer uma ligação, era necessário passar por uma mesa telefônica e falar com uma operadora, para ligar você ao seu interlocutor.

Quando uma linha ficava disponível e a conversa podia ser iniciada, a operadora dizia que o collegamento é pronto, ou seja, “a linha está pronta”. Com o tempo, o uso da palavra “pronto” se estendeu apenas para atender o telefone em geral. 


Os italianos, às vezes, não dizem simplesmente "pronto", mas adicionam um peremptório "chi parla" ou "con chi parlo", que significa "com quem estou falando?" Tudo esse costume certamente com o uso do celular onde se reconhece o número de quem está ligando elimina a pergunta “con chi parlo”, mas ainda hoje (sobretudo) quando não há intimidade com o interlocutor se respeita os bons costumes introduzindo-se dizendo nome e sobrenome. 


Quem avisa, amigo é! :-)

 

Baci e Abbracci

 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália ha mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Viajar sem sair de casa
31/10/2020   Turismo Livros Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Viajar é necessário porquê conhecemos culturas diferentes, Viajar é necessário porquê nos tornamos mais tolerantes, Viajar é necessário porquê reduzimos a distância entre o diferente e aquilo que achamos normal. Viajar è necessário porquê nos tornamos pessoas melhores. Viajar estimula a curiosidade por outras línguas e culturas e enriquece a formação cultural, ajuda a crescer.


Uma boa viagem começa sempre de casa! Desde a escolha do destino, passando pelo planejamento das etapas até os museus, para descobrir culturas antigas e novas receitas. Preparando-se e planejando estaremos mais prontos para partir quando será possível.

E hoje, a facilidade de locomover-se é evidente. Podemos viajar através tours virtuais, entrando em museus, castelos, e até ir em lugares distantes sem sair de casa.


Os livros foram os primeiros meios a darem essa grande possibilidade, viajar sem sair de casa. O livro pode ser um companheiro de viagem ou, talvez, a própria viagem. Pode fazer você ver lugares nunca vistos ou inexistentes e ao mesmo tempo fazer você acreditar que tudo é alcançável, tudo é possível. 

Deixo a minha lista de livros, que possa ser de inspirações para futuras viagens ou mesmo um bom companheiro de viagem sentado comodamente em um sofá.

Ler um livro è como viver mil vidas em uma ou, como disse Umberto Eco, "estar presente quando Caim matou Abel”


Uma Educação de Tara Westover 

A sua sede de conhecimento haveria de a levar das montanhas do Idaho até outros continentes, a cruzar os mares e os céus, acabando em Cambridge e Harvard. Só então se perguntou se tinha ido demasiado longe. Se ainda podia voltar a casa.


Sou Um Crime de Trevor Noah
Nascer e crescer no apartheid

“Sou Um Crime” conta a vida deste rapaz, que se sentia desconfortável nas zonas dos brancos e nos subúrbios dos negros, que aos sete anos teve de saltar de um carro em andamento para não morrer, que tinha de fingir não conhecer o pai, que cresceu num regime opressor e viveu os tumultuosos primeiros anos de liberdade do seu país, e que passou ao lado de um destino de pobreza e discriminação apenas por ter uma mãe rebelde, teimosa e exigente - uma mãe que é, no fundo, a grande homenageada deste livro simultaneamente comovente e divertido.


Viagem a Portugal de José Saramago 

É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite... É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos».


Sede de Viver de J.R. Moehringer

A figura nuclear deste romance autobiográfico é um bar em Long Island, onde o jovem J. R. encontrou um sucedâneo da figura do pai ausente. Durante a sua infância e adolescência, o autor testemunha a interação diária de todo o tipo de homens - soldados, jogadores, polícias, advogados, vagabundos - que falam de tudo, desde basquetebol, história ou livros, até sexo e relacionamentos. E embora as conversas se inflamem com o álcool, é lá que Moehringer aprende sobre a vida e encontra modelos para formar a sua própria masculinidade, assim como um extraordinário sentido de amor e comunidade. É lá que voltará depois, já adulto, para se retemperar das duras batalhas da vida.


A Pérola que Partiu a Concha de Nadia Hashimi - Tradução: Maria das Mercês Peixoto 

Cabul, 2007. com um pai toxicodependente e sem um único irmão, Rahima e as irmãs só podem frequentar a escola esporadicamente e mal lhes é permitido sair de casa.

A Rahima, resta a esperança proporcionada pela bacha posh, uma prática antiga através da qual as raparigas podem ser tratadas como rapazes, e adotar o seu comportamento, até terem idade para casar. Como filho, ela pode ir à escola, ao mercado e sair à rua para acompanhar as irmãs mais velhas. Rahima não é a primeira da família a seguir esta prática pouco comum.


Viajar. Eu Preciso! de Mayke Moraes
Quem nunca sonhou em viver a vida sem destino? Viajar, desfrutando da liberdade de poder estar onde e com quem quisesse a cada instante, procurando extrair o máximo de cada dia? Para Mayke Moraes, este sonho era uma promessa de vida que precisava ser cumprida. Inquieto, encontrou a paz na turbulência de cada canto do mundo que visitava, com suas cores, cheiros e expressões únicas.



Lugares Distantes. Como Viajar Pode Mudar o Mundo de Andrew Solomon 

Andrew Solomon — um dos pensadores mais originais de nossa época — reúne neste livro escritos sobre lugares que passaram por abalos sísmicos culturais, políticos ou espirituais. Passando por lugares tão diversos quanto África do Sul, Brasil, China, Romênia, Ilhas Salomão, Equador, Taiwan, Mongólia, Antártica e Líbia — foram sete continentes e 83 países —, esta coletânea traz uma janela única sobre a própria ideia de transformação social, vista sobretudo pelos olhos das pessoas comuns.


 Sob o sol da Toscana de Francis Mayes

Para quem viu o filme, o livro é bem melhor (como sempre, né). Ele conta a história de um casal que foram morar numa vila na Toscana e descobrir os prazeres dessa região da Itália – serve de inspiração para um sabático e a descobrir o dolce far niente e também ajuda a elaborar um roteiro pelas vilinhas dali. Uma delícia ler os relatos sobre as paisagens locais.


A arte de viajar. de Alain de Botton
Em A Arte de Viajar, Alain de Botton fala dos prazeres e desilusões de viajar. Tratando, entre outras coisas, de aeroportos, tapetes exóticos, romances de férias e minibares de hotel, este livro cheio de humor,
surpreendente e provocador, revela as motivações escondidas, expectativas e complicações das nossas viagens por esse mundo fora.


Um ano na Provence (Provence é a região da França, famosa pelas plantações de lavanda) .de Peter Mayl

Para O autor e sua esposa foram para um dos destinos mais inspiradores do mundo em busca de um sonho. No premiado livro, o ex-publicitário inglês narra as descobertas e surpresas da rotina numa casa rural no sul da França, passando pela gastronomia, a cultura e a adaptação aos hábitos interioranos.


O Mundo, Modo de Usar de Nicolas Bouvier 

Sem saber o que o esperava, e com o único objetivo de responder a um desejo incontrolável de ter mais mundo, o jovem Nicolas Bouvier, com apenas 24 anos, decidiu pegar no seu Fiat 500 «Topolino», pôr o amigo-artista Thierry Vernet no lugar do pendura e partir de Genebra rumo a Cabul com muito pouco dinheiro no bolso. 


Vale un viaggio. Altre 101 meraviglie d'Italia da scoprire. Ediz. illustrata (Italiano) de Beba Marsano 

Aqui está um livro que reúne, classificados por região, 101 dessas maravilhas. 101 experiências excepcionais, verdadeiras descobertas, para o leitor-visitante italiano e estrangeiro. Quatro páginas são reservadas para cada tema ao final do qual o autor aponta um hotel de charme e um restaurante qualificado para completar uma jornada de total satisfação.


Viagem na Itália. de Johann Wolfgang von Goethe.

“Conheces a terra dos limões em flor, / onde brilham laranjas douradas entre as folhas escuras, / talvez a conheces?”. Em 1786, Goethe, de 37 anos, finalmente realizou seu grande sonho: viajar por toda a Itália, um destino amado e uma terra rica em beleza. Os dois anos de sua estada na Itália serão os mais felizes de sua vida para Goethe. Bem como um momento criativo muito produtivo, contado pela primeira vez (mas apenas em parte) em 1816, quase trinta anos após a grande turnê no belo país. A edição de hoje é a coleção completa de cartas, notas, imagens e memórias de um artista imortal, capaz de nos mostrar uma Itália que surpreende a cada esquina.

 


Nem Aqui, Nem Ali. de Bill Bryson

A Europa, de Estocolmo a Istambul

"Fiquei fascinado como os europeus podiam ser tão parecidos enquanto permaneciam tão eternamente e surpreendentemente diferentes." Apreciado por seu forte senso de humor, Bill Bryson escreve sobre sua viagem à Europa, de norte a sul, relatando os sentimentos e emoções vividos quando jovem. 

 


E as Montanhas Ecoaram. de Khaled Hosseini - Tradução: Alberto Gomes e Manuel Alberto Vieira 

1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família.


 

“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

A procura de castelos na Itália
23/10/2020   Turismo Cultura
 Postado por:   Alessandra Nardim

Uma grande concentração de castelos encontra-se aqui, onde eu moro, no Monferrato, Piemonte.

Ninguém fica indiferente à vista de um castelo, todos nós (digo por mim e por aqueles com a minha mesma idade, 49.) Crescemos com histórias de castelos e príncipes, não é? No fundo, talvez, todos ainda procuram o conto de fadas, que dure um dia, uma semana, pois todos somos interessados ao final feliz.

 

Pois é, parece incrível, mas é aqui, no Monferrato, na Região do Piemonte, onde se concentra mais castelos e quase todos os município o, preservam um ou mais castelos ou pelo menos vestígios, uma torre, uma ruína do feudo que o dominava. Salvo algumas exceções, pode dizer-se que o início de uma fortificação generalizada no território da atual província de Asti data do final do século IX, ou seja, da época das invasões dos húngaros e sarracenos.

No entanto, a vida dos castelos de Monferrato não foi fácil ao longo dos séculos, primeiro devido às contínuas lutas na Idade Média entre o Município de Asti e o Marquesado de Monferrato e, posteriormente, entre os séculos XVI e XVII, devido às guerras de sucessão ao marquesado que viu no território os ataques dos exércitos espanhol e francês durante os quais alguns castelos foram completamente destruídos. Os que sobreviveram, após a pacificação de Monferrato no início dos anos 1700, perderam sua função defensiva, foram transformados em elegantes residências de campo.

 

Conheça alguns dos Castelos presente no territorio do Monferrato, no Piemonte:

Rocca Grimalda http://www.castelloroccagrimalda.it/
Orsara Bormida http://www.orsara.com/sito/
Castello di Tagliolo https://www.castelloditagliolo.it/home/
CastelloTrisobbi https://www.castelloditrisobbio.it/it-it/photos
Castello dei Paleologi
, austero espelho dos acontecimentos de Monferrato e das amargas disputas pelo controle desta fértil faixa do Piemonte, caracterizada pelo "arroz" e "vinho" (grignolino e barbera)
Castello di Tassarolo https://www.castelloditassarolo.it/
Castello di San Giorgio Monferrato
, construído para bloquear a onda sarracena que ameaçava o Piemonte no século 10, em feudo em 1152 por Federico Barbarossa. https://www.castellodisangiorgiomonferrato.com/
Castello di Camino, conhecido por seus salões com afrescos, pátios antigos e parque, hoje é um cenário suntuoso para cerimônias e encontros culturais, bem como para cinema e publicidade.
Castello di Frassinello Monferrato http://www.castellodifrassinello.it/
Castello di Uviglie
em Rosignano Monferrato http://www.castellodiuviglie.com/
Castello di Gabiano
http://castellodigabiano.com/it/
Castello di Morsasco https://www.castellodimorsasco.it/
Castello di Piovera http://castellodipiovera.it/
Castello di Redabue
http://www.redabue.it/é
Castello di Razzano https://www.castellodirazzano.it/
Castello di Sannazzaro https://www.castellosannazzaro.it/

Agora é só esperar o príncipe ou a princesa aparecer :-) e fazer as malas...

 

Baci e abbracci 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
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Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
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O que é o Tartufo?
15/10/2020   Turismo Gastronomia
 Postado por:   Alessandra Nardim

O "tartufo" (trufa) é um cogumelo subterrâneo em forma de raiz e, portanto, se acha somente em baixo da terra, geralmente localizado à 20-30 cm de profundidade. Deve, portanto, ser repertório através do cheiro intenso da maturidade. Não se acha Tartufo em qualquer terra. O tartufo vive em simbiose com certas qualidades de arvores como: o nocciolo (avelas), o pipo, quercia (carvalho), o tiglio. E' uma combinação de terra, clima e vegetação que faz com que esse cogumelo cresça embaixo da terra.

Existem dois tipos de trufas: Trufa Branca e Trufa Preta

A preciosa trufa branca (Tuber magnatum) amadurece quando a temperatura cai abaixo de 10 ° C , já a trufa preta (Tuber melanosporum) entre 20 e 10 ° C. A trufa preta é mais fácil de ser encontrada e por esse motivo o seu preço é mais baixo. A Trufa branca é mais saborosa, perfumada e de difícil disponibilidade e assim o seu preço é mais alto em comparação com a preta.

O tartufo cresce na Itália, na Região do Piemonte, na Região Le Marche, na Região Úmbria, na Região Molise, na Toscana e também em algumas áreas da Calábria. E' de grande importância conhecer a origem do tartufo. Existe também o comercio dos "falsos" tartufo.

No século XVIII, O Tartufo era considerado uma delicadeza em todas as cortes Europeias. Era uma diversão assistir a “caça” ao Tartufo. Hoje os lugares só secretos. Pedaços de terra com a presença de tartufo são mantidos secretamente e são denominados Tartufaia. Difícil achar alguém que queira compartilhar está maravilhosa e rica descoberta. Muitas são propriedades privadas.

Como se acha o Tartufo?

Junto ao melhor amigo do homem, o Cachorro! Estes animais valem mineiras de ouro. E’ fantástico… e maravilhoso pensar em todo o processo que existe atrás deste maravilhoso e raro cogumelo subterrâneo. 

E' graças ao olfato, que o cachorro (somente certos tipos de raças e com treinamento desde pequeno) acha as trufas. Farejando pelos bosques e guiado pelo seu dono, a descoberta acontece através o uso do seu olfato. Muitos caçadores preferem sair à noite para procurar as trufas, onde o cachorro é mais estimulado pelo olfato. E’ um trabalho de time, entre homem e o cachorro. Apenas o cachorro começa a escavar a terra o dono deve segura-lo para terminar o escavo com as mãos e instrumentos adequados para não arruinar o tartufo. O tartufo é delicado.

Como se come o Tartufo?

Antes de mais nada o tartufo deve ser limpado. Somente com uma escovinha elimina-se a terra. Não se lava!
O tartufo é ralado com um instrumento especial formando lascas finíssimas, que serão servidas sobre o prato principal. A massa fresca temperada na manteiga, o ovo frito ou a carne crua são as combinações melhores para experimentar essa iguaria fantástica.

Quanto custa o Tartufo?

Depende da produção, da forma, do tamanho e do perfume. No outono/inverno se o clima não for tanto chuvoso e húmido não será produtivo, então a sua produção será menor e o seu preço cresce. Quanto maior é, mais caro será, mas se for uma forma não "redonda" e cheia de pontas o seu preço cai.
O tartufo branco é o mais refinado, mais raro e mais saboroso e o melhor se encontra no Piemonte, onde moro :-) E a festa do tartufo está apenas iniciando! 

A presto e Baci!
Alessandra



“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
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Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

 

La magia dell’Italia (A magia da Italia)
07/10/2020   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

O que fazer na Itália no mês de outubro?

A temperatura é mais fria e os dias mais curtos, mas o mês de outubro ainda é possível curtir o calor da Sicília, como as manhãs frias da Região do Trentino, que para nós brasileiros é como o inverno :-).  Tudo dependerá daquilo que se procura e quanto tempo se há a disposição para viajar.

No mês de outubro, inicia a mudança das cores das folhas, das árvores, que vão do ouro aos tons mais escuros de vermelho, oferecendo cenários e contrastes únicos. Um espetáculo natural que vale a pena uma viagem.

Esse fenômeno da mudança da natureza se chama foliage.

O que significa foliage?  É um termo em inglês que significa folhagem, embora, na realidade, seja cada vez mais usado para indicar cores outonais, uma característica de mudança na natureza que se verifica todos os anos no outono, quando as folhas das árvores mudam de cor e começam a cair.

Para poder viver ou seja apreciar o fenômeno Foliage, temos que nos distanciar das cidades, e procurar bosques, parques e áreas onde cultivam-se videiras.

Na Região do Piemonte: O Oasi Zegna, um parque natural de acesso livre estendido por cerca de 100 Km2 entre Trivero e o Vale Cervo, nos Alpes Biella no Piemonte, nasceu em 1993 como um desenvolvimento natural do “pensamento verde” de Ermenegildo Zegna.

http://www.oasizegna.com/it/

Nos territórios Langhe, Roero e Monferrato, sempre no Piemonte, nas províncias de Alessandria, Asti e Cuneo o fenômeno foliage pode ser apreciado pelas colinas repletas de vinhedos e dopo uma lunga caminhada visitar uma adega para degustar os vinhos piemonteses. E hoje, dia 10 de outubro, inicia a Feira Internacional das Trufas Brancas (tartuf bianchi) na cidade de Alba, provincia de Cuneo e dura até o mês de novembro.
E se você é curioso como eu, não perca na próxima semana a matéria sobre o "Tartufo".


Na Região do Valle d’Aosta:

Parque Nacional Gran Paradiso - Valle d'Aosta

Os bosques dos Alpes Graie no Parque Nacional Gran Paradiso mudam de cor dando vida ao fenômeno da folhagem. Quais árvores podem ser admiradas? Castanheiros, avelãs, choupos e cerejeiras de cor dourada.


Na Região da Toscana

As Florestas Casentinesi, na província de Arezzo entre final de outubro e início de novembro, é uma das mais belas experiências que você pode ter. Aqui você pode admirar as faias e carvalhos.


Mas se o teu papo é outro, as temperaturas de outubro em Palermo, na Sicília são realmente convidativas: no máximo 23 ° C e no mínimo 18 ° C, e lembrando que Palermo é a capital do Street Food, o que pode ser a combinação perfeita para uma próxima viagem.

E a outra alternativa é viajar através a procura de arte. A Itália é um dos países com mais concentração de arte do mundo e o que não falta são lugares para visitar. E nada melhor que fugir das temperaturas frias e mergulhar em um tour de beleza artística.

Firenze, que para a Unesco, é a cidade “símbolo do Renascimento”. O próprio nome do Renascimento deve suas origens a um artista e estudioso que teve uma ligação intensa com Florença, que Giorgio Vasari, criador dos Uffizi, hoje o museu de arte mais visitado da Itália.

Torino, denominada a pequena Paris. Foi a capital do Reino Savoia, quando na Itália existia a monarquia. Palácios, cafés e vilas luxuosas são testemunhas de um importante pedaço da história da Itália. E hoje são todas visitáveis.

Urbino, na Região Le Marche, a cidade de Raffaello Sanzio (nasceu il 28 março de 1483) um dos melhores pintores junto a Leonardo da Vinci. Aqui vive um pedaço da história da arte mundial e visitar essa cidade é entender o que Urbino representou para a arte italiana e mundial. 

Milano, na Região da Lombardia. Não é ao conhecimentos de muitos, mas a obra “A última Ceia” de Leonardo da Vinci, encontra-se na cidade mais cosmopolita da Itália, em Milão.
Na igreja
Santa Maria delle Grazie encontra-se uma das obras mais importante do mundo. E' necessário fazer reserva com larga antecedência para poder apreciar. Eu conselho a visita com guia, pois vale a pena.

Essa é a magia da Itália! Em um único lugar é possível ter acesso à beleza, história, arte, cultura, vinho, comida e natureza. 
Tem alguma dúvida?

Baci e Abbracci
Alessandra 


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos,
o verdadeiro tesouro da Itália. Hoje ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

Un caffè per favore (um café por favor)
02/10/2020   Turismo
 Postado por:   Alessandra Nardim

Como pedir um café na Itália?

E’ um espetáculo assistir e ouvir os pedidos dos italianos em uma cafeteria, sobretudo na hora do rush, antes de ir ao trabalho.
E’ algo de fantástico! E’ cinema grátis!

Vocês assistiram ao filme com a atriz Julia Roberts, Eat, Pray, Love , onde ela aparece em uma cafeteria italiana tentando pedir um café?

Então, é bem isso e não é absolutamente exagerado. E’ uma experiência “social” que todos deveriam viver. Deveria ser incluído nos roteiros de viagem; passar uma manhã na cafeteria para observar os italianos e seus cafés. :-)

Depois da água, é o mais bem consumido do mundo. Está presente na vida de todos, tanto quanto é dedicado a um dia: no dia 2 de outubro, aliás, o Dia Internacional do Café é comemorado em todo o mundo.

O momento do café na Itália é um hábito maravilhoso. O café é a desculpa melhor para fazer uma pausa do trabalho, para rever um amigo, para ler um jornal, para simplesmente poder observar o ritmo das pessoas que vão e vem.   

O café é também a primeira aproximação a qualquer tipo de relação, os primeiros momentos em que estudamos, trocamos opiniões, nos revelamos.



Prendiamoci un caffè” è un modo di dire vediamoci, stiamo un po’ di tempo (quel che è necessario ma non troppo) insieme.

Quando se usa a expressao “Prendiamoci un caffè: vamos tomar um café, è uma maneira para dizer, estamos um pouco juntos, o necessário, mas não muito. kkkkkkkk


Muitos brasileiros que viajam pela Itália, reclamam do café italiano, pois é um café forte para o nosso paladar e muito marcante.
Eu, quando chego ao Brasil, não consigo mais tomar café fora de casa, pois é um café sem sabor.
E é, realmente um pecado, pois, o Brasil produz um dos melhores cafés do mundo. 

Onde se toma o melhor café na Itália?

E’ na cidade de Nápoles que se bebe o melhor café italiano. Existe próprio um rito.
A xícara deve estar sempre quente, quase escaldante porque o café napolitano, como a pizza, tem poucos momentos de vida e a queda da temperatura o estraga irreparavelmente até se tornar algo intragável se frio.

Os bares são sempre perfeitamente organizados: Há aquele que fazem somente o café e ficam perto da máquina do café e aqueles no balcão. Nunca vai acontecer que quem faz o café deixe as gotas caírem na xícara fazendo outra coisa.
Outra grande diferença entre Nápoles e o resto da Itália é que será sempre servido a de água junto ao café, geralmente com gás. Isso também é automático, óbvio, nunca será necessário pedir, mesmo que esteja no bar mais movimentado de Nápoles, na hora do rush.


A lista dos cafés na Itália:  

Caffé

Caffè ristretto (cafe curto)    

Caffè lungo in tazza grande (café longo na xicara grande)

Caffè americano (café con agua quente separada) è o mais parecido com o paladar do brasileiro.

Caffe? corretto café com grappa - destilado de uva)

Caffe? deca (café descafeinado)

Caffe? d?orzo in tazza piccola, in tazza grande.. (café de cevada na xicara pequena ou em xicara grande)

Caffe? d'orzo con l?acqua calda a parte (café de cevada com agua quente separada)

Caffe? freddo (café frio)

Caffe? shakerato (café batido com liquor)

Caffè con latte (café con leite)

Caffè marocchino (café com pouco leite e chocolate em pò em cima)

...e ainda todos os cappuccini

cappuccino scuro - Cappuccino escuro (mais cafe)

cappuccino chiaro - Cappuccino claro (menos cafe)

cappuccino deca - Cappuccino descafeinado 

cappuccino con caffe? freddo e latte freddo... 

e posso continuar…

O que voce acha? Prendiamoci un caffe?

A presto
Baci e Abbracci


“Alessandra, vive na Região do Piemonte, na Itália há mais de 20 anos.
Adquiriu experiência viajando o mundo à trabalho e continua a viajar descobrindo a autenticidade dos pequenos vilarejos, o verdadeiro tesouro da Itália.
Hoje, ela realiza roteiros personalizados pelas suas
Verdes Colinas do Piemonte, onde vive.
Sempre pronta à partir, nos guiará pela Itália com paixão através os seus olhos e a sua experiência adquirida nesses anos vivendo na Itália.

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