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Categoria: Constru������������o
Administração, fiscalização gerenciamento na construção civil:
20/04/2021   Construção
 Postado por:   Renato Antonio

Saiba mais sobre cada uma dessas funções para obter sucesso em sua obra

Frequentemente nos deparamos com dúvidas a respeito de cada uma dessas funções dentro de uma obra de construção civil. Muitos acham que não são necessárias ou que uma substitui a outra. O fato é que todas são importantes para a obra, e uma não substitui a outra, sendo elas complementares e com total integração entre si.

Execução de obra por Administração

No contrato para execução da construção por administração, o engenheiro, o arquiteto ou empresa construtora recebem uma remuneração fixa ou um percentual sobre o custo total da construção, estimado através de um orçamento detalhado, para assumir a responsabilidade técnica de executar a obra. O proprietário participa das decisões de contratações e compras, efetuando-as em seu nome e arcando com todos os custos de projetos, materiais, equipamentos, mão de obra, taxas, emolumentos e impostos. Essa modalidade também é conhecida por obra “a preço de custo”, conforme a lei 4.591/64 de incorporações imobiliárias.

O oposto à execução por administração é a empreitada, que pode ser a preço unitário ou global, fixo ou reajustável, onde o engenheiro, o arquiteto ou empresa construtora designados neste caso como “construtor-empreiteiro”, obrigam-se a executar a obra com autonomia na condução dos trabalhos, assumindo todos os encargos econômicos e responsabilidades das contratações decorrentes. 

Não se pode confundir a execução por administração, detalhada acima, com a administração da obra, a qual compreende o controle de recursos humanos, financeiro, contabilidade, contas a pagar e receber, e não possui função técnica específica. 

Fiscalização de Obras

A fiscalização de obras é a atividade técnica, realizada por engenheiro ou arquiteto, que envolve a inspeção e o controle técnico sistemático de obras ou serviços, sendo uma atuação mais relacionada à noção de auditoria.

A fiscalização tem a finalidade de examinar e verificar se sua execução obedece aos projetos e às especificações do caderno de encargos, memoriais descritivos, prazos estabelecidos, entre outros. Ela deve garantir a qualidade da obra em vários aspectos, baseado nas normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ficando descolada de atividades administrativas ou gerenciais. Deve observar as condições de durabilidade, solidez e segurança da obra, no período de garantia, identificando os vícios ou defeitos de construção.

Nas obras e serviços públicos, a fiscalização técnica reveste-se de grande importância social, pois os recursos públicos devem ser utilizados seguindo os princípios da economicidade, eficiência e eficácia.

Gerenciamento de Obras

O gerenciamento de obras é um processo mais amplo que envolve o planejamento, direção, coordenação, controle, comando e administração da obra, centralizando todos os processos e atividades necessárias à implantação de um empreendimento. Pode ser contratado ora expandindo, ora restringindo essas atividades, deixando à cargo do proprietário a decisão final sobre contratações e aquisições. Não é responsável por executar a obra, mas desempenha a mediação entre o proprietário da obra, seus executores, e demais intervenientes.

Gerenciar uma obra é ter a visão técnica e administrativa global do canteiro, realizar o acompanhamento do cronograma físico-financeiro e de todos os contratos com executores. Verificando, assim, o cumprimento das disposições contratuais quanto a todos os seus aspectos jurídicos, técnicos e administrativos, seus aditamentos, suas medições, as aplicações de penalidades e o encerramento, com um olhar mais abrangente, do qual faz parte uma visão decisória, preventiva e corretiva.

Como o gerenciador participa de forma ativa de todo o conjunto de atividades que faz parte da execução da obra, tem uma visão mais profunda e integrada da complexidade do processo construtivo, e consegue assim, gerir e mitigar os riscos inerentes ao negócio.

Na prática, o gerenciador garante a eficiência e o cumprimento das condições estabelecidas, com muito menos crises ou problemas no decorrer do processo, e deve ser compreendido como um investimento indispensável. Mesmo com os custos envolvidos na sua contratação, os ganhos são significativos: cumprimento de prazos, segurança nas informações e confiança no suporte técnico. Esses são, com toda certeza, fatores que reduzem o estresse do cliente e justificam este tipo de serviço.

Fique atento às regulamentações

Quaisquer das atividades técnicas acima descritas, devem ser desempenhadas por engenheiro ou empresa registrados no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), com emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e preenchimento do Livro de Ordem ou por arquiteto ou empresa registrados no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), com a emissão do RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) específica dos serviços que realizarem.

Constitui exercício ilegal da profissão a prestação de qualquer dos serviços acima descritos, seja por pessoa leiga, empresa, ou por profissional não registrado, com as devidas atribuições nos conselhos profissionais citados. Os contratos verbais ou escritos firmados nessas condições também são nulos de pleno direito.

Por fim, o segredo para o sucesso de uma construção está num bom processo de gestão, pois através dele é possível agregar competitividade e eficiência à mesma, investindo os recursos com inteligência, evitando o desperdício de tempo e dinheiro e garantindo, assim, os melhores resultados.

 

Planejar é estabelecer objetivos. Gerenciar é realizar estes objetivos! 

Engº Civil Nelson J. Mostaço

Presidente da AEAI

Membro Instituto de Engenharia de SP

Diretor da Construdesign Engenharia

Para saber mais:

Associação dos engenheiros e Arquitetos de Itatiba

 www.aeai.com.br

 

 

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