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Categoria: Economia
Desperdício na obra dicas para evitar prejuízos
08/02/2021   Economia
 Postado por:   Renato Antonio

O desperdício e o consequente prejuízo financeiro numa obra podem ocorrer por diversas causas, desde a perda de materiais e insumos por má utilização, transporte ou armazenagem inadequados ou até pelas despesas excedentes com mão de obra parada ou mal orientada por falta de planejamento.

O desperdício de materiais leva a indústria a produzir mais que o necessário e você a gastar acima do que deveria. E mais, perde você e o meio ambiente também, pois para fabricar o cimento, um dos principais itens da construção civil, gera-se gás carbônico, um dos culpados pelo efeito estufa. 

A construção civil é responsável pelo consumo médio de 60% da matéria-prima produzida no planeta, além de um terço dos recursos naturais. O consumo de cimento é maior que o de alimentos e só perde para o de água.

Se nada for feito, sobra areia, cimento, tijolo, telha, aço, fio e colaboradores parados recebendo seus salários, mas falta dinheiro para concluir a obra que parece não terminar nunca. Se a situação lhe parece familiar, fique atento. É provável que o desperdício seja o grande vilão da sua construção.

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Construção Civil da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) revela que o índice de perda de material consome de 4% a 8% do valor total investido nos empreendimentos sendo que os custos de retrabalhos podem chegar até 30% de perdas. 

Em nosso país, combater o desperdício na construção civil é um dos grandes desafios para os profissionais da área e seus contratantes. Boa parte desse desperdício é representado pelo “entulho” gerado nas obras, que em grande parte não é lixo, pelo contrário, pois tem valor comercial e deve ser destinado corretamente, reaproveitado e reutilizado.

O Resíduo da Construção Civil (RCC), também chamado de Resíduo de Construção e Demolição (RCD) representa, em média, 50% da massa dos resíduos sólidos urbanos no Brasil.                     

Resíduos reaproveitados e reutilizados podem reduzir o custo total de uma obra. Com estas atitudes sustentáveis nas obras evitam-se vários prejuízos - o financeiro, o ambiental e o de saúde pública - uma vez que o acúmulo de entulho também propicia a reprodução de animais nocivos — como ratos, mosquitos da dengue, cobras e escorpiões.

Além disso existem as legislações como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305 de 2010), que estabelece o princípio da prevenção e precaução, cuja responsabilidade é dos geradores de resíduos, ou seja, dos proprietários das obras ou demolições.

Em Itatiba e em várias outras cidades já existe regulamentação para o controle da geração, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente adequada de RCC ou RCD. É O PGRCC - Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil exigido na aprovação de projetos em função da obra ou demolição a ser executada. Nele estima-se a quantidade de resíduos a serem gerados, a classificação desses e como serão destinados, para reutilização ou destinação final. Em conjunto, também está implantado o CTR - Certificado de Transporte de Resíduos, que obriga que o transporte e a deposição de resíduos sejam feitos somente para locais licenciados e autorizados.  

Para evitar desperdício de materiais, insumos e de mão de obra em uma construção ou reforma seguem algumas dicas para se obter um melhor aproveitamento e economia.

1. Planejamento é a palavra-chave

A primeira dica é também uma das mais valiosas e pode determinar todo o sucesso do empreendimento, inclusive para evitar desperdícios: faça um bom planejamento através de um cronograma e orçamento detalhados. É importante calcular a quantidade exata de materiais que deverá ser utilizada. Assim, o desperdício é evitado antes mesmo do início da construção, bem como poderá ser reduzido o tempo perdido por eventual mão de obra ociosa por falta de planejamento.

2- Sempre faça projetos executivos da obra

Projetos são necessários, mesmo em nível de esboço e variam conforme a complexidade da obra. Quanto maior o nível de detalhes e especificações de materiais e serviços nos projetos executivos e memoriais descritivos, maior será a assertividade para realizar o orçamento, o plano de compras, as contratações e a orientação da equipe.

3. Não compre mais do que o necessário

Parece óbvio, mas ocorre com frequência quando não se tem planejamento nem projetos detalhados. Com especificações e levantamento de quantidades corretas é possível adquirir somente o previsto. Isso evita duplicidade de pedidos e quantidades erradas, melhora a condição do controle de estoque e armazenagem e diminui a perda de materiais. Ao começar a obra, não faça as compras de material todas de uma vez.

4. Armazenamento e transporte adequados

Outra forma bastante simples e eficaz de evitar o desperdício na construção civil é promover o correto armazenamento e transporte. Isso porque, em boa parte dos casos, o problema é decorrente de quebras de peças. Além disso, quando os materiais são expostos à chuva, umidade ou sol forte, podem se danificar com muito mais facilidade. O canteiro deve estar bem organizado e limpo, os corredores de passagem bem estabelecidos. Deslocamento longo de material gera desperdício.

5. Cuidados na utilização e aplicação de materiais

Para o aço é necessário cuidar do recebimento, corte planejado, montagem e controle das respectivas aparas geradas. A criação de uma central de montagem é importante para reduzir os custos e melhorar o padrão de qualidade. Outra atitude positiva é a compra do aço já cortado e dobrado.

Calcule bem a espessura das vigas e pilares de acordo com as de alvenaria, assim como o prumo das paredes.

Na preparação do concreto deve-se calcular bem a quantidade necessária para uso, seguindo as especificações do projeto estrutural, para evitar sobras.

Finalmente, cuidado com os desperdícios ocultos. Um exemplo é numa concretagem de uma laje com espessura de 10 cm, determinada em projeto, mas que foi concretada com 11 cm. Embora ao final da concretagem nenhum desperdício seja visível, ela consumiu 10% mais concreto.

6. Conte com profissionais habilitados e conscientes

Uma das melhores maneiras de evitar o temido desperdício em uma obra é investir na contratação de profissionais experientes e responsáveis. Com uma mão de obra qualificada e consciente é possível evitar o uso excessivo e desnecessário de materiais, garantir que estes sejam corretamente descartados e reciclados.

É necessário propiciar programas de treinamentos aos colaboradores, que podem ser feitos no próprio canteiro de obras, para que todos entendam a real importância de se evitar os desperdícios.

Por fim, é importante que se faça uma relação de materiais, insumos, equipamentos e mão de obra com uma programação das compras e contratações necessárias para toda a obra. Utilize sempre a ajuda de um engenheiro ou arquiteto para projetar, planejar e executar a sua obra. São responsáveis técnicos habilitados para assumir esses trabalhos. Exija sempre a emissão da ART-Anotação de Responsabilidade Técnica dos engenheiros, ou a RRT-Registro de Responsabilidade Técnica dos arquitetos. 

REPENSAR, RECUSAR, REDUZIR, RECICLAR, REUTILIZAR

 ATITUDES NECESSÁRIAS TAMBÉM NA CONSTRUÇÃO CIVIL 

PARA SABER MAIS

Engº Civil Nelson J. Mostaço

Diretor da Construdesign Engenharia

Membro do Instituto de Engenharia SP

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Itatiba

 

ENTENDA O QUE é EMPRESA SIMPLES DE CRÉDITO
16/03/2020   Negócios Economia
 Postado por:   QRevista

A Lei complementar 167/2019 que cria a Empresa Simples de Crédito foi sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro no dia 24 de abril, com a intenção de acelerar a economia do País, com a injeção de recursos menos burocráticos e mais baratos que os atuais.

Hoje, as empresas têm muita dificuldade em conseguir financiamento para um projeto de expansão ou para fluxo de caixa em instituições financeiras, além de que, quem consegue têm que pagar juros altíssimos.

As ESC, Empresa Simples de Crédito, não serão consideradas banco, mas poderão fazer empréstimos aos Microempreendedores Individuais (MEI), e às micro e pequenas empresas (MPE) com mais facilidade e com taxas de juros mais atraentes.

COMO PODERÃO SER CONSTITUÍDAS?
Para a constituição destas empresas, poderá ser optado pelas seguintes naturezas jurídicas:

• Empresário Individual;
• Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI);
• Sociedade Empresária Limitada.

COMO SERÃO TRIBUTADAS?
A tributação dos impostos das ESC terão um tratamento diferenciado, podendo optar pela tributação pelo lucro presumido ou pelo lucro real.

Outro ponto a considerar sobre a tributação é que como não poderá ser cobrado serviços a título de tarifas e encargos, portanto não incidirá Imposto sobre Serviços (ISS) neste caso.

COMO ATUARÃO?
As ESC só poderão atuar na cidade de sua sede e as suas receitas serão exclusivamente das taxas de juros das operações de empréstimos.

QUAIS AS OBRIGAÇÕES?
As ESC deverão manter a contabilidade em dia, devendo remeter todas as informações das suas operações ao Banco Central do Brasil (BCB).

A quem interessar, estamos à disposição para esclarecer suas dúvidas sobre as Empresa Simples de Crédito na Alta Contábil.

Milton Yasuyuki Morihiro

 Para saber mais: 
Alta Contábil
Ed. Comercial Inside Corporate
Rua Crescêncio da Silveira Pupo, 75
Salas 41 e 42 - Villa Cassaro - Itatiba/SP
Tel: (11) 4487-6460
www.altacontabil.com.br

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