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Os primeiros tempos
  Data de publicação: 07/04/2020     Categoria(s): Agricultura Cultura Turismo Saúde, Beleza & Bem-Estar
 Postado por:   QRevista

Itatiba: das muitas pedras à Princesa da Colina

A Equipe da Q Revista teve a oportunidade de conhecer a história da Santa Casa de perto, e como informação para a Q é muito importante, pedimos autorização de mostrar para você leitor como a Santa Casa de Itatiba começou. Mas antes disso, precisamos contar um pouco da história de Itatiba.

por Mari de Almeida / Q Revista

A fundação de Itatiba é, no mínimo, curiosa. No final do século 18, fugitivos das cidades de Atibaia e Piracaia (antiga Santo Antônio da Cachoeira), entraram mata adentro, descendo o Rio Atibaia. 

Para não serem presos pelas escoltas, embrenharam-se no sertão, criando uma pequena comunidade. As terras eram férteis, próprias para o plantio, fato que atraiu outras famílias.

Um dos primeiros a chegar por aqui foi Antônio Rodrigues da Silva, o Sargentão. Não veio sozinho: trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora do Belém. Em louvor a ela, ergueu uma pequena capela, em 1814, onde hoje é o bairro do Cruzeiro.

Em 1839, D. Pedro I decretou que o povoado se tornasse uma Freguesia - a Freguesia de Nossa Senhora do Belém - que caminhava a passos largos para, em 1857, passar à condição de Vila, recebendo o nome de Vila Belém de Jundiaí. 

Dezenove anos depois, a Vila foi promovida à cidade e, em 1877, recebeu o nome de Itatiba, o que na língua tupi significa “muita pedra”. 

Na segunda metade do século 19, Itatiba destacava-se como produtora de café. O consequente desenvolvimento econômico levou à construção da Companhia Itatibense de Estradas de Ferro para dar vazão à produção.

Afetada pelas crises do mercado cafeeiro, especialmente a de 1929, a cidade abriu espaço à implantação de outras indústrias, como as do ramo têxtil, de fósforos e de calçados.

Nos anos 60, com a instalação de fábricas moveleiras, voltadas ao estilo colonial, Itatiba viveu uma nova fase de expansão econômica e ganhou o título de “Capital Brasileira do Móvel Colonial”.

Hoje, compondo a Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 120 mil habitantes (Censo IBGE – 2020), a cidade comporta uma vasta diversificação econômica, especialmente após a instalação de um moderno Distrito Industrial. 

Na área da saúde, esse desenvolvimento também é perceptível, já que a metade da população possui recursos para filiar-se aos planos de saúde. Esse cenário viabiliza um maior investimento percapita aos assistidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Mesmo com esse cenário, em franco desenvolvimento, Itatiba não abandonou a agricultura – é a primeira produtora nacional da vagem. Também faz parte do Pólo Turístico do Circuito das Frutas, como produtora de caqui.

Além da beleza natural da cidade, construída no meio de colinas, o clima de Itatiba é um dos melhores do País. Tudo isso, somado à simpatia da população, atrai pessoas de várias regiões do Brasil, que fazem da “Princesa da Colina” o seu novo lar.

Aguarde a próxima matéria, pois contaremos como a Santa Casa iniciou em Itatiba. 

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